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LIÇÃO 02 - A PORTA DA FÉ SE ABRE ENTRE OS GENTIOS

 

LIÇÃO 02 - A PORTA DA FÉ SE ABRE ENTRE OS GENTIOS

Texto Áureo: “Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da terra.” (At 13.47).

Leitura Bíblica em Classe: Atos 13.44-52.

 

Introdução: O evangelho de Cristo divide os corações: alguns o rejeitam por causa do orgulho e da incredulidade, enquanto outros o recebem com alegria e experimentam o perdão, a justificação e a vida eterna. Nada pode impedir o avanço da Palavra de Deus.

Após a mensagem de Paulo na sinagoga de Antioquia da Pisídia (At 13.16-43), a cidade inteira demonstra interesse em ouvir a Palavra de Deus. O segundo sábado torna-se um divisor de águas: enquanto muitos gentios recebem o evangelho com alegria, grande parte dos judeus o rejeita por inveja.>>>

Nessa passagem encontramos um dos ensinos mais importantes do livro de Atos: a salvação é oferecida mediante a fé em Jesus Cristo. Também aparece claramente a doutrina da justificação pela fé, fundamento da mensagem pregada por Paulo em todo o seu ministério.

A verdadeira pregação do Evangelho gera uma santa curiosidade e atração. Quando a Palavra é exposta com fidelidade, ela rompe as barreiras religiosas e alcança a comunidade ao redor.  

 

1. A INVEJA IMPEDE MUITOS DE RECEBEREM A VERDADE.

Atos 13.44 — E, no sábado seguinte, ajuntou-se quase toda a cidade a ouvir a palavra de Deus. Atos 13.45 — Então, os judeus, vendo a multidão, encheram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo dizia.

O grande número de pessoas reunidas demonstrava que Deus estava operando poderosamente naquela cidade. Havia fome espiritual e interesse genuíno pela Palavra.

Entretanto, ao verem as multidões, os líderes judeus não se alegraram. A popularidade do evangelho despertou neles inveja e ciúme. O problema não era a mensagem de Paulo, mas o orgulho do coração daqueles homens.

A inveja levou-os à blasfêmia e à oposição aberta contra Cristo.

Eles viam os gentios como inferiores e não aceitavam que esses "pecadores" tivessem acesso direto às promessas de Deus sem antes se tornarem prosélitos do judaísmo. A oposição deles chega ao extremo da "blasfêmia", rejeitando conscientemente a ação do Espírito Santo.

O legalismo religioso prefere uma igreja vazia e sob seu controle a uma igreja cheia de pessoas transformadas pela graça. Deve-se ter cuidado para que o ciúme espiritual ou o apego a tradições não nos façam combater o próprio mover de Deus.

2. A SALVAÇÃO É RECEBIDA UNICAMENTE PELA FÉ EM CRISTO.

Atos 13.46 — Mas Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: Era mister que a vós se vos pregasse primeiro a palavra de Deus; mas, visto que a rejeitais, e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios. Atos 13.47 — Porque o Senhor assim no-lo mandou: Eu te pus para luz dos gentios, para que sejas de salvação até aos confins da terra.

Diante da rejeição dos judeus, Paulo declara que agora anunciaria o evangelho também aos gentios, conforme o propósito de Deus revelado nas Escrituras.

Aqui encontramos um dos pontos centrais da pregação apostólica.

Em Jesus Cristo existe perdão completo.

Todos os pecados daquele que crê são cancelados definitivamente diante de Deus. O Senhor não apenas esquece nossas transgressões; Ele as remove completamente. Podemos comparar essa realidade à areia da praia. As marcas deixadas sobre ela desaparecem quando as ondas passam. Assim Deus faz com nossos pecados quando somos alcançados pela graça de Cristo. Ele apaga e lança no mar do esquecimento.

Mas Deus faz ainda mais. Ele não apenas perdoa. Ele justifica. Justificar significa declarar justo aquele que depositou sua fé em Cristo. Deus passa a olhar para o pecador revestido da perfeita justiça de Jesus. É como se jamais tivéssemos pecado.

Nossa aceitação diante de Deus não depende de nossas obras, mas da obra perfeita de Cristo. Essa justificação é uma realidade presente. Não depende dos sentimentos.

Podemos sentir culpa, fraqueza ou indignidade, mas a Palavra afirma que todo aquele que crê em Cristo já foi declarado justo diante de Deus. Nossa segurança está na promessa divina, não nas emoções humanas.

Lembremos que o perdão remove a culpa.

A justificação concede uma nova posição diante de Deus.

Nossa salvação repousa na obra de Cristo e não em nossos sentimentos.

3. A SOBERANIA DE DEUS PRESENTE NO PLANO DA SALVAÇÃO.

Atos 13.48 — E os gentios, ouvindo isto, alegraram-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna.

Os gentios receberam o evangelho com alegria.

Lucas registra: "Creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna." Essa expressão mostra que a salvação faz parte do eterno propósito de Deus.

Os que creram perceberam que Deus já vinha trabalhando em seus corações antes mesmo daquele momento.

A iniciativa da salvação pertence ao Senhor. Ao mesmo tempo, a responsabilidade humana permanece evidente: todos são chamados ao arrependimento e à fé. A soberania divina e a responsabilidade humana caminham juntas nas Escrituras.

Toda a glória da salvação pertence a Deus. A graça produz humildade e gratidão. Quem compreende a graça vive para glorificar o Senhor.

4. NADA PODE IMPEDIR O AVANÇO DA PALAVRA DE DEUS.

Atos 13.49 — E a palavra do Senhor se divulgava por toda aquela província. Atos 13.50 — Mas os judeus incitaram algumas mulheres religiosas e honestas, e os principais da cidade, e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, e os lançaram fora dos seus limites. Atos 13.51 — Sacudindo, porém, contra eles o pó dos pés, partiram para Icônio.

Mesmo com a perseguição organizada pelos líderes judeus, o evangelho continuou espalhando-se por toda a região. A inveja transformou-se em perseguição.

Entretanto, a perseguição nunca consegue destruir aquilo que Deus plantou. A semente da Palavra havia sido profundamente lançada. Muitos já haviam crido.

A vida espiritual produzida pelo Espírito Santo não poderia mais ser arrancada. Ao longo da história da Igreja esse princípio continua verdadeiro. Onde há perseguição, muitas vezes Deus produz ainda maior crescimento.

Nenhuma oposição consegue impedir os planos de Deus. O evangelho continua produzindo frutos mesmo em ambientes hostis. Devemos permanecer firmes quando enfrentarmos resistência.

Paulo e Barnabé sacudiram o pó dos pés e seguiram para outra cidade. Eles compreenderam que sua missão era anunciar o evangelho, não obrigar as pessoas a aceitá-lo.

Enquanto os missionários eram expulsos, os novos discípulos permaneciam cheios de alegria e do Espírito Santo. Essa alegria não dependia das circunstâncias.

Era fruto da presença de Deus. Os primeiros cristãos possuíam poucos recursos, enfrentavam perseguições constantes e tinham oportunidades muito menores do que as nossas. Ainda assim viviam cheios do Espírito Santo. Quanto mais nós, que temos livre acesso às Escrituras e tantos recursos para conhecer a Cristo, devemos viver nessa mesma plenitude espiritual.

 

Conclusão

Atos 13.44–52 revela dois grupos distintos: aqueles que rejeitam o evangelho por orgulho e aqueles que o recebem com alegria e fé. Os primeiros permanecem presos à incredulidade; os segundos experimentam o perdão, a justificação e a vida eterna.

A mesma escolha permanece diante de cada pessoa hoje. Cristo continua oferecendo salvação a todos os que nele creem. Aqueles que recebem o evangelho são plenamente perdoados, declarados justos diante de Deus e capacitados pelo Espírito Santo para viver uma vida marcada pela alegria, mesmo em meio às lutas.

Que a nossa resposta seja semelhante à dos gentios que glorificaram a Palavra do Senhor e permaneceram firmes na fé, cheios da alegria que somente o Espírito Santo pode conceder.

 

Pastor Adilson Guilhermel

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