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LIÇÃO 12 - O EVANGELHO DO REINO CHEGA AO CORAÇÃO DO IMPÉRIO

 

Lição 12: O EVANGELHO DO REINO CHEGA AO CORAÇÃO DO IMPÉRIO.

Texto Áureo: “Pregando o Reino de Deus e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.” (At 28.31).

Leitura Bíblica em Classe: Atos 28.16-24,28-31.

 

Introdução: Paulo finalmente chegou a Roma. Mas chegou de uma maneira muito diferente daquela que provavelmente havia imaginado. Ele não entrou na capital do Império Romano como um homem livre, recebido com honras ou como um grande pregador convidado pelas autoridades. Chegou como prisioneiro, algemado e sob a custódia de um soldado. Entretanto, aquilo que parecia uma derrota era, na realidade, uma nova oportunidade concedida por Deus.

Paulo havia desejado ir a Roma para pregar o Evangelho. Deus permitiu que ele chegasse à cidade, mas por um caminho completamente diferente. >>>

Isso nos ensina uma grande verdade: Nem sempre Deus muda as circunstâncias para cumprir o seu propósito; muitas vezes, Ele usa as próprias circunstâncias para cumprir aquilo que determinou.

A prisão não interrompeu o ministério de Paulo. O naufrágio não interrompeu o ministério. A perseguição não interrompeu o ministério. As algemas não interromperam o ministério.

Paulo continuava sendo pregador, mesmo sendo prisioneiro.

E, ao chegar a Roma, uma das primeiras coisas que fez foi procurar seus compatriotas judeus. Ele queria falar-lhes de Cristo, a esperança de Israel.

Assim, o Evangelho chega ao coração do Império Romano com poder, alcançando judeus, gentios e até pessoas ligadas à casa de César. Paulo estava preso em Roma, mas o Evangelho estava conquistando Roma.

Muitas vezes, os planos que traçamos são frustrados por barreiras inesperadas. Este episódio nos ensina a enxergar as dificuldades não como o fim da linha, mas como campos missionários estratégicos onde Deus pode nos colocar para alcançar pessoas que jamais ouviriam a mensagem de outra forma.

Um ponto culminante: O homem podia prender o mensageiro, mas não podia prender a mensagem.

1. PAULO CHEGOU A ROMA, MAS NÃO CHEGOU DERROTADO.

Atos 28.16 — E, logo que chegamos a Roma, o centurião entregou os presos ao general dos exércitos; mas a Paulo se lhe permitiu morar por sua conta, com o soldado que o guardava.

Paulo chegou a Roma como prisioneiro, porém recebeu uma condição especial. Ele pôde permanecer em uma casa alugada, acompanhado por um soldado que o guardava. Era uma prisão, mas não era uma prisão comum.

Paulo estava limitado fisicamente, mas a Palavra de Deus continuava livre. Ele estava preso, mas o Evangelho não estava preso.

Há momentos em que pensamos: “Se minha situação mudasse, eu faria mais para Deus.” “Se eu tivesse mais recursos, serviria melhor.” “Se minha saúde estivesse melhor, faria mais.” “Se os problemas acabassem, poderia trabalhar para o Senhor.”

Paulo nos ensina que não devemos esperar circunstâncias perfeitas para cumprir a missão que Deus colocou em nossas mãos. Talvez você não possa fazer tudo o que gostaria. Mas ainda pode fazer alguma coisa. As circunstâncias podem limitar os nossos movimentos, mas não precisam limitar a nossa fé.

Paulo estava acorrentado a um soldado, mas o soldado estava acorrentado à oportunidade de ouvir Paulo falar de Cristo.

4. PAULO AINDA PROCURAVA SEUS PATRÍCIOS

Atos 28.17 — E aconteceu que, três dias depois, Paulo convocou os principais dos judeus e, juntos eles, lhes disse: Varões irmãos, não havendo eu feito nada contra o povo ou contra os ritos paternos, vim, contudo, preso desde Jerusalém, entregue nas mãos dos romanos, Atos 28.18 — os quais, havendo-me examinado, queriam soltar-me, por não haver em mim crime algum de morte. Atos 28.19 — Mas, opondo-se os judeus, foi-me forçoso apelar para César, não tendo, contudo, de que acusar a minha nação. Atos 28.20 — Por esta causa vos chamei, para vos ver e falar; porque pela esperança de Israel estou com esta cadeia.

Depois de chegar a Roma, Paulo convocou os principais homens dos judeus. Mesmo depois de tantas perseguições sofridas por parte de alguns de seus compatriotas, Paulo não abandonou o desejo de falar com eles.

Ele poderia ter pensado: “Depois de tudo o que fizeram comigo, não quero mais saber deles.” Mas não. Paulo continuava procurando seus patrícios.

Seu coração ainda ardia para que eles conhecessem Cristo. Romanos 9.2-3

Paulo já havia demonstrado sua profunda preocupação espiritual por Israel. Seu sofrimento não havia destruído seu amor pelo seu povo.

Isso é uma característica do verdadeiro evangelho: Quem foi alcançado pela graça passa a desejar que outros também sejam alcançados.

Precisamos tomar cuidado para que as decepções não matem o nosso amor pelas pessoas.

Alguém pode ter nos ferido; alguém pode ter nos decepcionado; alguém pode ter rejeitado nossa mensagem.

Mas não podemos permitir que a rejeição das pessoas nos faça abandonar a missão. Paulo foi rejeitado por alguns judeus, mas continuou procurando outros judeus.

A jornada da fé não foi feita para ser caminhada na solidão. A comunhão com os irmãos, o encorajamento mútuo e os pequenos gestos de bondade ao longo da estrada são provisões divinas para renovar nossas forças quando o desânimo ou a incerteza tentam nos paralisar.

6. ELES AINDA NÃO TINHAM RECEBIDO ACUSAÇÃO FORMAL CONTRA PAULO

Atos 28.21 — Então, eles lhe disseram: Nós não recebemos acerca de ti cartas algumas da Judeia, nem veio aqui algum dos irmãos que nos anunciasse ou dissesse de ti mal algum. Atos 28.22 — No entanto, bem quiséramos ouvir de ti o que sentes; porque, quanto a esta seita, notório nos é que em toda parte se fala contra ela.

Os judeus responderam que não haviam recebido cartas da Judeia contra Paulo. Isso significa que eles ainda não tinham informações oficiais suficientes para condená-lo.

Entretanto, demonstraram interesse em ouvir o que Paulo tinha a dizer.

Eles disseram: “Quanto a esta seita, notório nos é que em toda parte se fala contra ela.” A expressão revela que o movimento cristão já era conhecido.

O Evangelho havia avançado tanto que até seus opositores reconheciam sua expansão.

Quando a igreja vive aquilo que prega, sua presença se torna perceptível. A igreja verdadeira não precisa viver buscando fama. Ela precisa viver de tal maneira que sua fidelidade seja percebida.

Quando a luz está acesa, alguém necessariamente perceberá.

7. PAULO APROVEITOU A OPORTUNIDADE PARA ANUNCIAR JESUS

Atos 28.23 — E, havendo-lhe eles assinalado um dia, muitos foram ter com ele à pousada, aos quais declarava com bom testemunho o Reino de Deus e procurava persuadi-los à fé de Jesus, tanto pela Lei de Moisés como pelos profetas, desde pela manhã até à tarde.

Foi marcado um dia para que muitos fossem até onde Paulo estava.

E o que ele fez? Paulo não desperdiçou aquela oportunidade.

O texto diz que ele lhes expôs o Reino de Deus e procurou persuadi-los acerca de Jesus, tanto pela Lei de Moisés como pelos Profetas.

Observe a estratégia de Paulo:

1. Ele ensinava as Escrituras.

2. Ele anunciava o Reino de Deus. 3. Ele apresentava Jesus.

4. Ele argumentava com base na Palavra.

Paulo não tinha apenas entusiasmo. Ele tinha conteúdo bíblico. Sua mensagem não era construída sobre opiniões humanas. Era fundamentada nas Escrituras.

O centro da pregação de Paulo não era sua prisão. Não era sua perseguição. Não era sua defesa pessoal.

Era Jesus Cristo. Ele podia falar sobre suas experiências, mas suas experiências eram usadas para apontar para Cristo.

Essa é uma lição importante para a igreja contemporânea.

Nosso testemunho é importante. Nossa experiência é importante. Aquilo que Deus fez conosco é importante.

Mas Jesus precisa permanecer no centro.

O testemunho pode abrir a porta, mas é Cristo quem precisa ocupar o centro da mensagem.

9. ALGUNS FORAM CONVENCIDOS; OUTROS NÃO

Atos 28.24 — E alguns criam no que se dizia, mas outros não criam. Atos 28.28 — Seja-vos, pois, notório que esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles a ouvirão.  Atos 28.29 — E, havendo ele dito isto, partiram os judeus, tendo entre si grande contenda. Atos 28.30 — E Paulo ficou dois anos inteiros na sua própria habitação que alugara e recebia todos quantos vinham vê-lo, Atos 28.31 — pregando o Reino de Deus e ensinando com toda a liberdade as coisas pertencentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum.

O texto declara: “E alguns criam no que se dizia, mas outros não criam.”

Essa frase é profundamente realista.

Paulo pregou. Alguns creram. Outros rejeitaram.

Isso nos ensina que o pregador é responsável pela fidelidade da mensagem, mas não pode obrigar ninguém a crer.

Não devemos medir o sucesso do ministério apenas pelo número de pessoas que respondem positivamente.

Nossa responsabilidade é: pregar, ensinar, testemunhar e permanecer fiéis. O resultado pertence a Deus.

Paulo não deixou de pregar porque alguns rejeitaram. Ele continuou.

A rejeição de alguns não pode cancelar a missão recebida de Deus.

Quando uma porta fecha, Deus pode abrir outra.

Paulo encontrou resistência. Mas isso não significou o fim de seu ministério. Quando alguns rejeitaram sua mensagem, ele continuou trabalhando.

Os cristãos de Roma também estavam ao seu lado.

A mensagem continuava avançando.

Isso mostra que o Evangelho não depende da aceitação de todos para continuar avançando.

Se uma pessoa não quiser ouvir, outra poderá ouvir.

Se uma porta se fechar, Deus poderá abrir outra.

Se alguém rejeitar, outro poderá receber.

Não pare de semear porque alguém pisou na semente. Continue semeando, porque Deus ainda prepara corações para recebê-la.

O mais impressionante é observar onde Paulo estava e o que estava fazendo.

Ele estava: preso; sob vigilância; limitado em sua liberdade; aguardando julgamento; longe de sua terra; depois de ter enfrentado naufrágio e grandes perigos.

Mas continuava: ensinando; pregando; evangelizando; defendendo a fé; fortalecendo os irmãos; procurando seus compatriotas; anunciando Jesus.

Paulo não permitiu que sua circunstância definisse sua identidade.

Ele continuava sendo servo de Cristo.

Deus tem maneiras surpreendentes de proteger os Seus servos. Aquilo que o mundo enxerga como uma limitação ou uma "prisão" pode ser o esconderijo que o Altíssimo utiliza para nos guardar de oposições destrutivas enquanto cumpre Seus propósitos em nós.

A proclamação do Evangelho exige clareza, diálogo respeitoso e fidelidade às Escrituras, mas não garante a aceitação universal. Devemos estar preparados tanto para ver vidas transformadas quanto para enfrentar a rejeição, mantendo a firmeza na verdade sem perder o foco na missão.

 

CONCLUSÃO: Paulo chegou a Roma de uma maneira que talvez jamais tivesse imaginado.

Chegou como prisioneiro. Mas Deus estava realizando seu propósito. Ele encontrou irmãos que o receberam. Encontrou oportunidades para falar.

Convocou seus compatriotas. Explicou sua situação.

Apresentou as Escrituras. Anunciou o Reino de Deus.

Pregou Jesus.

E alguns creram; outros rejeitaram.

Mas Paulo continuou.

Essa é a grande lição de Atos 28: As algemas não conseguiram prender a Palavra. A prisão não conseguiu impedir a missão. A rejeição não conseguiu apagar a paixão.

As circunstâncias não conseguiram mudar o propósito de Deus.

Paulo ainda estava procurando seus patrícios. Ainda estava procurando pessoas para ouvir. Ainda estava anunciando Cristo.

O sofrimento e o confinamento não isolam o verdadeiro servo do Corpo de Cristo. O carinho dos irmãos locais e o suporte prático daqueles que viajam para servir são demonstrações vivas de que a igreja cuida dos seus membros nos momentos de maior vulnerabilidade.

E a igreja de hoje precisa conservar essa mesma disposição: Enquanto houver alguém para ouvir, continuaremos pregando. Enquanto houver uma porta aberta, continuaremos entrando.
Enquanto houver uma alma necessitada, continuaremos anunciando Jesus.

“Paulo chegou a Roma acorrentado, mas fez Roma ouvir a voz do Evangelho; porque quando Deus tem uma missão para alguém, nem as cadeias conseguem impedir aquilo que Ele quer fazer.”


Pastor Adilson Guilhermel


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