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Lição 9 - A Arca da Aliança
TEXTO ÁUREO
: “Pendurarás o véu debaixo dos colchetes e trarás para lá a arca do Testemunho, para dentro do véu; o véu vos fará separação entre o Santo Lugar e o Santo dos Santos.” (Êx 26.33)
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:
Êxodo 25.10-22 

Introdução: O objeto mais sagrado do Tabernáculo era a arca da aliança, por ser o único lugar onde Deus manifestava a Sua presença. Sem a arca, o tabernáculo com todos os seus utensílios para os rituais, não tinham efeito algum na vida das pessoas, pois onde não tem, ou se dá lugar para Deus se manifestar, nada acontece. A arca era o único objeto fixado no Lugar Santíssimo e ela indicava a presença de Deus. Era construídos de madeira de acácia e revestidos de ouro fino, com um metro e quinze de comprimento, setenta centímetros de altura e setenta centímetros de largura. Foi o primeiro objeto a ser mencionado quando Deus deu a Moisés as orientações de como o tabernáculo seria construído. A construção do Tabernáculo deveria ser feita exatamente como Deus ordenou, sendo isso uma condicional divina para que Ele pudesse se manifestar ali. Com tudo funcionando perfeitamente como Deus ordenou, as Suas bênçãos viriam sobre o povo, tanto no sentido material, como espiritual. A arca da Aliança tinha no seu interior, as tábuas da lei; um pote de maná e a vara de Arão que floresceu. Os três objetos começando pelas tábuas da lei, significa que a sua palavra não muda e escrita em tábuas de pedra, não pode ser apagada. O pote de maná significava a lembrança de que Israel foi sustentado no deserto por um período de quarenta anos. Era um sinal da fidelidade eterna de Deus como provedor do alimento físico, como também do alimento espiritual e não podemos desacreditar disso. A vara de Arão que floresceu, era um pedaço de madeira seco, morto e sem vida, mas que recebeu vida apontando para Cristo na sua vitória na Cruz, onde venceu a morte e conquistou vida para nós. Jesus é o único que tem o poder de operar essa transformação. A nossa vida era seca, mas ganhou vida através da transformação realizada em nós pelo Seu poder transformador. 

1. Deus ordena começar pela arca, pois Ela seria o seu trono entre os homens.
Êxodo 25.10 - Também farão uma arca de madeira de cetim; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura, de um côvado e meio, e de um côvado e meio, a sua altura.

A arca da aliança ficava no Santo dos Santos, onde repousava a presença shekinah de Deus e sobre ela ficava o propiciatório de ouro, o trono de Deus. A arca simbolizava a presença de Deus em nossa vida, que significa o bem mais precioso e sagrado que alcançamos pela Sua misericórdia. Para que possamos usufruir de todas as bênçãos nas regiões celestiais e termos a tão almejada vida abundante é necessário nos mantermos firmes no lugar santíssimo, ou seja, na presença de Deus. Sem a presença de Deus em nossas vidas não experimentaremos a vida verdadeira e nem conquistaremos as vitórias que almejamos.

2. O ouro e a madeira simbolizava a natureza divina e a humana de Jesus Cristo.

Êxodo 25.11 - E cobri-la-ás de ouro puro; por dentro e por fora a cobrirás; e farás sobre ela uma coroa de ouro ao redor;

A arca confeccionada com madeira de acácia e ouro fino é visto como símbolo da divindade e da natureza divina. Assim vemos dois materiais em uma arca, simbolizando as duas naturezas em uma única pessoa, tal como é vista na pessoa do nosso Senhor Jesus Cristo. Essas duas naturezas embora distintas entre si, ou seja, Deus e Homem, juntos em uma só pessoa; fato esse que aconteceu quando o Messias esperado e profetizado se encarnou para ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

3. As varas ficavam fixas nas argolas para o transporte da arca com equilíbrio.

Êxodo 25.12 - e fundirás para ela quatro argolas de ouro e as porás nos quatro cantos dela: duas argolas num lado dela e duas argolas no outro lado dela. Êxodo 25.13 - E farás varas de madeira de cetim, e as cobrirás com ouro, Êxodo 25.14 - e meterás as varas nas argolas, aos lados da arca, para se levar com elas a arca. Êxodo 25.15 - As varas estarão nas argolas da arca, e não se tirarão dela. Êxodo 25.16 - Depois, porás na arca o Testemunho, que eu te darei.

As argolas transpassadas por varas serviam para o transporte da arca, de uma forma intocável e equilibrada. Intocável porque ninguém poderia tocar nela e caso isso acontecesse seria uma profanação com pena de morte imediata. Significa que para nós cristãos devemos manter um testemunho equilibrado do Senhor Jesus Cristo. Esse equilíbrio envolve não entrarmos em heresias que não tem respaldo da palavra de Deus. A mensagem do Evangelho deve ser transmitida, de maneira equilibrada, como simbolizam essas argolas em relação às coisas de Deus.

4. O propiciatório era o lugar da expiação e simbolizava a misericórdia de Deus.

Êxodo 25.17 - Também farás um propiciatório de ouro puro; o seu comprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura, de um côvado e meio.

O propiciatório era a tampa da arca e significava o trono de misericórdia, onde o sangue do novilho do sacrifício era aspergido como propiciação pelo pecado da nação. Esse ritual era realizado uma vez por ano, sendo o seu oficiante, o Sumo Sacerdote, o qual tinha que estar em total condição para fazê-lo. Era o lugar onde Deus falava quando todo o ritual fosse completado de acordo com as leis cerimoniais levíticas. Ali por meio do sangue, os pecados de Israel eram cobertos, ou seja, expiados, sendo o objeto mais sagrado do Santo dos Santos. Simbolizava Cristo, que é a nossa propiciação, pelo que a tampa da arca era o tipo Dele mesmo e de sua expiação, na cruz do calvário. Quanto aos seus efeitos podemos dizer que no propiciatório da arca os pecados eram cobertos e no propiciatório da cruz, os pecados foram expiados totalmente, incluindo o principal que foi o da natureza adâmica. Quem não se liberta desse pecado através de Cristo, o seu estado é de condenação eterna.

5. Os dois querubins numa só peça eram os guardiões atentos ao propiciatório.

Êxodo 25.18 - Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Êxodo 25.19 - Farás um querubim na extremidade de uma parte e o outro querubim na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório fareis os querubins nas duas extremidades dele. Êxodo 25.20 - Os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com as suas asas o propiciatório; as faces deles, uma defronte da outra; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório.

As imagens dos querubins simbolizavam os guardiões da arca no Santo dos Santos e feitos de uma única peça, sombreavam a presença divina, simbolicamente contida na arca. Essas figuras contemplavam o propiciatório, de frente uma para a outra, com o olha dirigido para o propiciatório que representava o trono do Senhor, o lugar onde o sangue do sacrifício anual era aspergido. No cerimonial anual, quando Deus via o propiciatório aspergido com sangue, sua justiça era satisfeita e Ele suspendia a sentença de morte.

6. O propiciatório era a tampa da arca, lugar da expiação pelo pecado do povo.

Êxodo 25.21 - E porás o propiciatório em cima da arca, depois que houveres posto na arca o Testemunho, que eu te darei. Êxodo 25.22 - E ali virei a ti e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins (que estão sobre a arca do Testemunho), tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel.

Podemos entender que os dois querubins fundidos em uma só peça representam o Pai e o Espírito Santo, enquanto o propiciatório, lugar do sacrifício representa o Senhor e Salvador Jesus Cristo.  O Pai e o Espírito Santo são assim apresentados desta forma, observando e cobrindo com suas asas o trono de misericórdia, lugar da expiação pelo sangue. A comunhão que havia com Deus, no tabernáculo e mais precisamente no Santo dos Santos, comparativamente falando, ainda era um tanto distanciada, mas na dispensação da graça, Cristo nos aproximou com o Deus Pai, através da reconciliação com Ele.

Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel

 
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