Escola Dominical - Esboços da EBD
Pastor Adilson Guilhermel

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Lição 12 - 24 de Março de 2019
Vivendo em Constante Vigilância
Texto Áureo: “Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente e fortalecei-vos.” (1 Co 16.13)
Leitura Bíblica em Classe: Mateus 26.36-41

Introdução: Viver em constante vigilância não é algo que deve ficar somente em palavras, mas em ação contínua, pois é a bíblia que faz essa advertência e, dessa forma fica isso caracterizado como uma realidade, a qual não pode ser ignorada. A luta de Satanás contra a igreja é algo diuturno, sendo que ele está sempre por perto, e nunca, em toda a nossa caminhada estaremos livres dos seus ataques. Precisamos ser crentes conscientes da necessidade constante de estarmos atentos às variáveis ações do inimigo das nossas almas. A estabilidade espiritual fundamentada no exercício da fé é essencial e, essa estabilidade vem quando deixamos de ser imaturos, pois se o crente não adquirir a maturidade acaba se tornando uma presa fácil para o inimigo.
1. Jesus se apresentou para fazer a vontade do Pai se dando como uma oferta voluntária.
Mateus 26.36 - Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar.
O Getsêmani, também conhecido como prensa de azeite foi o lugar escolhido por Jesus, onde em extrema expectativa pela terrível situação que estava prestes a enfrentar foi falar com o Deus Pai. O nome do lugar estava relacionado simbolicamente ao Seu sacrifício, onde seria moído pelos nossos pecados. Era um período muito difícil, o qual Jesus estava passando e a presença dos seus discípulos lhe traria certo conforto pelo o que estava para acontecer. A presença dos discípulos não seria um encorajamento, pois Jesus não tinha medo da morte, mesmo porque Ele disse que daria a sua vida, mas que tornaria a tomá-la. (João 2.19 Respondeu-lhes Jesus: Derribai este santuário, e em três dias o levantarei).
2. O preço de ser uma oferta voluntária, Jesus antecipou em agonia tudo o que iria sofrer.
Mateus 26.37 - E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito.
Toda essa angustia que Jesus passou revela a sua condição como homem que mesmo sendo Deus estava totalmente despojado dos seus poderes, condição essa para que pudesse realizar a sua missão sacrifical. Os três discípulos que Jesus levou para estar com Ele foram os mesmos que tinham sido testemunhas da Sua transfiguração onde contemplaram esse feito sobrenatural. Jesus queria que esses três discípulos mais chegados a Ele, também compartilhassem um pouco da sua angústia, a qual antecipava os sofrimentos que estavam por vir. Se sofrermos com Cristo, reinaremos com Ele e se esperamos reinar com Ele porque não deveremos sofrer com Ele? (2 Timóteo 2:3 Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo).
3. O sofrimento que viria por ser perturbante, Jesus solicitou ajuda dos seus discípulos.
Mateus 26.38 - Então, lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.
Em situações de profunda tristeza é bom contar com irmãos solidários com a nossa dor. Jesus pede aos discípulos que vigiem com Ele, pois necessitava um pouco da ajuda deles pelo delicado momento por qual passava, mas também o Senhor tinha o discernimento de que Satanás estava presente naquele local intentando algum dos seus ardis. Nessa passagem estava se cumprindo a profecia de Isaías 53.3 como homem de dores e que sabe o que é padecer. Aprendemos que quando estamos em terríveis tormentos, alguns podem estar junto conosco, mas nem sempre será uma verdadeira garantia. (Provérbios 24:10 Se te mostrares frouxo no dia da angústia, a tua força será pequena.).
4. Jesus não resistiu a vontade de Deus ou lutando contra, mas sim se sujeitando a ela.
Mateus 26.39 - E, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.
Esse é o momento crucial em que o Senhor chegou momento esse que o caracteriza como homem, que também tinha as suas fragilidades. Ele tinha sobre os seus ombros a responsabilidade de salvar a humanidade e não poderia falhar em sua missão. Era um caminho sem volta, pois a partir do momento que Ele se dispôs junto ao Deus Pai a cumprir essa missão sacrifical, não poderia recuar ou desistir, pois se assim o fizesse entraria no pecado da omissão e nesse caso Satanás o venceria e continuaria como governante do mundo, e desse modo Jesus ficaria submisso a ele e preso nessa condição a um corpo corruptível. Era o que Satanás pretendia travando ali uma grande batalha espiritual para que o Senhor viesse a fracassar se aproveitando que Ele havia se despojado dos seus poderes próprios para que a sua missão pudesse ser realizada. Com todas as forças contrárias ao Seu propósito, o Senhor reuniu forças sobrepujando toda a tristeza e angústia se dirigindo ao objetivo da sua oração, que era o Deus Pai, e pede algo que era impossível de ser atendido, pois se assim fosse seria a sua derrota. O silêncio do Deus Pai foi a resposta para Jesus, de que não havia alternativas, por isso Ele disse: seja feito a tua vontade.
5. Foi triste para Jesus ver a insensibilidade dos discípulos na situação difícil que passava
Mateus 26.40 - E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste vigiar comigo? Mateus 26.41 - Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.
É triste ver a insensibilidade de pessoas próximas quando estamos em momentos difíceis, mas também é bom lembrar que ali estava sendo travada uma grande batalha espiritual que eles não haviam discernido. Quem segue Jesus deve estar necessariamente preparado para enfrentar todos os tipos de crises e, era assim que os discípulos de Jesus deveriam estar, mas naquele momento estavam mais preocupados com o sono do que estarem vigiando com Jesus. Não adianta alguém pensar que esta cheio de virtudes e não possuir a graça suficiente para vencer as provações que serão constantes em nossa caminhada. Jesus ansiava pela lealdade deles naqueles momentos difíceis, assim como Ele anseia pela nossa lealdade em todas as situações. Dizer que é fiel e constante somente de boca, muitos o fazem, mas nas circunstâncias difíceis não possuem o desenvolvimento espiritual necessário para dar crédito as suas palavras. A carne só é fraca para os que não se preparam de maneira determinada no espírito, para enfrentarem as provações.

 
Elaborado pelo Pastor Adilson Guilhermel
 
 

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