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EDITORIAL TEOLÓGICO
Éfeso a igreja que perdeu o foco do
primeiro amor; será que isso pode ser encarado como algo
sem importância, ou corriqueiro que pode passar
despercebido ou ser encarado como uma situação de
grande preocupação em nossos dias. Os problemas que ocorreram com essa igreja
no tempo
passado é o mesmo do tempo presente e envolve a questão do
formalismo, ou seja, os cultos totalmente dominados pela
liturgia do homem os quais dogmatizaram suas igrejas com
total distorções doutrinárias levando o povo a uma visão
totalmente distorcida da racionalidade cultual
estabelecida pelos preceitos divinos.
Usando aqui uma ilustração para entendermos mais a fundo
a questão de perder o primeiro amor do sentido físico ao
sentido espiritual com relação a pessoa do Nosso Senhor
Jesus Cristo. Imaginem um homem e uma mulher que se
conheceram, namoraram, noivaram e finalmente casaram
passando conviver num clima de felicidade com intensa demonstração de amor um pelo outro,
enfrentando os dias prósperos e os dias difíceis, mas,
sempre juntos e felizes. Passado algum tempo esse amor
começa se esfriar paulatinamente e em determinado
momento, surpreendentemente aquela que era a sua esposa
querida diz...eu não te amo mais e quero a separação. Se
coloque nessa situação para imaginar a grande tristeza
que isso acarretaria. Agora imaginem a tristeza do
Senhor diante de um crente que toma uma atitude dessas.
Assim era a igreja de Éfeso que foi ricamente doutrinada
pelo Apóstolo Paulo, João, Timóteo e outros sábios
homens de Deus e com isso era uma Igreja fervorosa e que
vivia no primeiro amor. Porém ao longo do tempo se
declinaram para o formalismo, ou seja, cumpriam
exteriormente os preceitos divinos, mas, interiormente a
sua convivência com Cristo começou a esfriar e todo
aquele amor efusivo deixou de se tornar sincero, e, com
isso a essência necessária foi-se estagnando no
desenvolvimento da sua espiritualidade.
Jesus diz que tem os ministros a sua destra
significando que Ele está no controle das suas Igrejas e
aquele que não tem o zelo exigido no que é lícito, Ele derruba da sua mão
para mostrar que o ímpio não permanece na congregação dos
justos. E isso tem acontecido através dos tempos e mais
escandalosamente em nossos dias em que ministros
exploradores da fé, mercenários, soberbos e arrogantes
tem sido desmascarados pelo Senhor. Alguém poderia
perguntar; mas, porque eles continuam e ainda com muitos
seguidores? É que no Brasil eles tem o amparo da lei, e,
esta lei não interfere em qualquer tipo de credo
religioso, mas é bom entender que Jesus os desmascarou
e os lançou fora da sua presença e quem segue esses
lobos, já não estão mais na ignorância. O Senhor fez a
sua parte e os seguidores desses lobos vestidos de
ovelhas tem que fazer a sua parte que é sair do meio deles
como está escrito em 2 Co 6.17.
Jesus está no meio das suas Igrejas pela
presença do Espírito Santo que faz tudo aquilo que Ele
disser; a igreja deve estar na presença do Senhor sempre
se apresentando como um sacrifício vivo e agradável e
prestando um culto com racionalidade, ou seja, com
entendimento de que Deus é o centro da nossa adoração,
pois Ele quer somente os verdadeiros adoradores que o
adorem em Espírito e em verdade. A igreja não é um clube
social onde o povo se reúne para trocar conversas
seculares, desfilar a roupa nova, vender produtos de
catálogos e outras coisas mais. A Igreja deve vir com um
único propósito que é
adorar o Senhor com toda a reverência, como está escrito
em Eclesiastes 5.1 (guarda o teu pé quando entrares na
casa do Senhor) e, é nesse procedimento que ela se torna
o templo do Deus vivo, pois, isso é uma demonstração de
amor profundo ao Senhor e é dessa forma com a prioridade
na Palavra, que ocorre a efusão do Espírito com
manifestações do poder de Deus.
Nada passa despercebido aos olhos do Senhor e Ele sabe
tudo que é feito com fidelidade para o seu reino e sabe
também tudo que é feito enganosamente. Em 1 Coríntios
3.12 fala de obras de ouro, prata, pedras preciosas e
fala de obras de madeira, feno ou palha. Essas serão
provadas pelo Senhor e só permanecerão as consistentes,
ou seja, ouro, prata e pedras preciosas, que são obras
totalmente voltadas para o crescimento do reino de Deus
e as obras de madeira, feno ou palhas serão queimadas,
pois, não são consistentes por serem obras feitas
em proveito e engrandecimento próprio sem nenhum valor ou
serventia para o reino de Deus.
O crente que vive no primeiro amor é totalmente
um abnegado que renuncia a sua própria vontade em prol do
reino de Deus pois sabe que, quem quer ser um verdadeiro
discípulo de Jesus, tem que tomar a sua cruz e segui-lo
e sabe também que todos os que querem viver piamente em
Cristo irão padecer perseguições e é preciso ser firmes
e constantes sempre abundantes na obra do Senhor porque
o nosso trabalho não é feito em vão, pois, tudo que
fazemos com amor para o Senhor é registrado nos seus
memoriais eternos e tem grande recompensa. Tudo isso
envolve fé nas promessas de Jesus e essa fé não pode ser
claudicante pois sem fé é impossível agradar a Deus e
receber qualquer tipo de recompensa.
A igreja tem um único modelo a ser seguido que
é o da Igreja primitiva nos seus primórdios e não é
cabível querer adaptar a igreja de nossos dias com
introduções heréticas e um modernismo desenfreado,
realizando atividades mundanas de toda sorte que a levam
a se identificar com o que é praticado no mundo e isso
não é visto com bons olhos pelos crentes que mantém o
seu primeiro amor e também não é bem visto pelo próprio
povo do mundo. O caminho da salvação envolve a
santificação que é a separação de tudo que é mundano. É
bom entender que quando nos convertemos a Cristo
passamos a ser cidadãos do Reino de Deus, e, é bem
verdade que estamos no mundo, mas, o mundo não pode
estar em nós.
A bíblia diz que por se multiplicar a
iniqüidade o amor de muitos se esfriará. O que que
vemos em nossos dias se alastrando de uma forma
desenfreada é os pregadores de fábulas e ilusões sem
qualquer base teológica fundamentada na sã doutrina, e,
com isso a Igreja deixa de viver a verdade que é
aplicada pela palavra de Deus a qual é o instrumento
divino realizador de todo um processo de regeneração e
transformação, que são preceitos exigidos e condicionais
de Deus para que o crente entenda e tenha uma vida em
santificação, pois, sem a santificação ninguém verá o
Senhor.
Um bom teste para provar a nós mesmos se somos
espirituais é fazer um exame introspectivo com relação a
nossa conduta cristã. Se não estamos largando a obra por
qualquer motivo e também em grandes provações temos
suportado sem esmorecer ou nos abalar e continuamos
marchando, é sinal que a nossa espiritualidade está se
desenvolvendo num estado crescente. A luta pela causa de
Cristo, importa enfrentar forças demoníacas que vão usar
de todos os meios para nos derrubar. Porém aquele que
milita e não se embaraça com os negócios desta vida pode
ter a certeza que está militando legitimamente e está
fazendo a vontade do Seu Senhor.
Em Cantares 8.7 diz que as muitas águas não
podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo. Isso
expressa que mesmo que diante de todo tipo de
tribulações, perseguições, traições e calúnias, isso não
seria um motivo forte para esfriarmos na fé do primeiro
amor. A elos que não podem ser quebrados concernentes ao
nosso processo salvífico, que são o arrependimento, fé,
regeneração, santificação até chegarmos ao último
estágio já para um plano superior que é a glorificação.
E para isso não podemos levar a nossa vida como néscios
descuidando da nossa espiritualidade, mas como
prudentes, exercitando a nossa fé diuturnamente em
progressão espiritual constante. Não se deixe
influenciar por falsos ventos de doutrinas como
aconteceu com os crentes gálatas, que se deixaram levar
pelos judaizantes e os gnósticos e contaminaram suas
vidas espirituais que era tão fervorosa no início da fé
e depois por insensatez entraram para o caminho da
carnalidade.
O cair é do homem e o levantar é de Deus, mas, para
aqueles que caem na fé só existe uma condição que pode
livrá-los da condenação e essa condição é o
arrependimento sincero diante de Deus. Algo que deixa
Deus indignado é o relaxamento com relação as coisas do
reino. Quem põe a mão no arado não pode olhar para trás
pois a obra do Senhor não pode sofrer soluções de
continuidade. A obra do Senhor é evolutiva e todos nós
estamos inseridos nesse contexto de produzir frutos que
dão crescimento ao reino de Deus. Sermos produtivos são
fatores de suma importância para enaltecer o Nome do
Senhor, pois, quando produzimos para o Seu reino estamos
fazendo a nossa parte e cada um de nós tem a obrigação
de fazer a sua parte, e com isso seremos considerados
servos bons e fiéis que entraremos para o gozo do Nosso
Senhor. Quem relaxa com as coisas do reino está entrando
para o caminho da maldição.
Todo o nosso ser, ou seja, espírito, alma e
corpo é consagrado ao Senhor e deve estar num processo
de santificação contínua e esse trabalho que deve estar
sendo realizado em nossas vidas é feito pelo Espírito
Santo com a aplicação da palavra de Deus em nossos
corações a qual surtirá efeito se o doutrinador for
verdadeiro instrumento do Senhor. A doutrina dos
nicolaítas empregava a visão de que a alma e espírito
por serem abstratos não se contaminariam com o mundo
exterior e assim estariam preservados e salvos e, o
corpo que se desfaria pela morte tinha liberdade de
fazer o que bem entendessem com ele, pois esse não
poderia contaminar o espírito. Evidentemente que se
trata de uma doutrina diabólica, que não deve adotada de
maneira alguma. Todo o nosso ser deve ser santo, pois,
Deus diz: sede santo porque eu o Senhor sou santo.
A eternidade com Cristo é só para os
vencedores, pois Ele diz: "ao que vencer" - significa
que em nossa caminhada temos que guardar bem a nossa
coroa da salvação para que ninguém venha tomá-la e isso
implica em nunca nos separarmos do amor de Cristo, como
disse o apóstolo Paulo: quem nos poderá separar do amor
de Cristo. O reino de Deus é tomado a força e para isso
temos que ser mais fortes que todas as adversidades que
iremos encontrar e enfrentar nesta caminhada rumo a
canaã celestial.
Deus os abençoe
Pastor Adilson Guilhermel
Não se esqueça que essa obra precisa da tua ajuda
financeira. E isso você pode fazer em gratidão a este
trabalho.
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