Escola Dominical - Esboços da EBD


Pastor Adilson Guilhermel

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Escola Dominical - Esboços da EBD
Lições do 4º trimestre de 2018
As Parábolas de Jesus – As Verdades e Princípios Divinos para uma Vida Abundante

Parábola: Uma lição para a vida

 

Perdoamos Porque Fomos Perdoados

Lição 7 - 18 de novembro de 2018

Texto Áureo - “Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.” (Mt 18.35)

Leitura Bíblica em Classe – Mateus 18.21-35

 

Introdução: A lei do perdão em determinadas situações é muito difícil de ser praticada, mas por mais difícil que seja liberar o perdão para alguém, não podemos negar em hipótese alguma. Jesus removeu os limites quanto ao perdão praticado pelos judeus ensinando que quanto a isso não há limites, pois ele envolve o comportamento moral entre os cristãos em qualquer situação em que haja a necessidade de exercer o ato misericordioso de perdoar a todos que venham a nos ofender. Precisamos entender que estamos num processo de transformação realizado pelo Espírito Santo e esse processo não pode ser interrompido. Porém uma das coisas que mais acontecem no meio cristão é a questão dos litígios entre os cristãos e, essas coisas interrompem a nossa transformação, pois enquanto não há uma reconciliação que só o perdão pode realizar, tudo fica estagnado. Portanto aquele que perdoa recebe um tratamento divino baseado em sua misericórdia ficando aptos a estarem debaixo de suas bênçãos, mas aquele que não perdoa não tem qualquer direito às bênçãos divinas e ainda entra no caminho do julgamento contra os seus pecados.

 

1. Onde há amor, não há limites ou dimensões para a liberação do perdão.

Mateus 18.21 – Então, Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Mateus 18.22 – Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete.

Quanto mais se perdoa, mais se desenvolve o hábito de perdoar e isso deve ser uma característica do verdadeiro cristão. A multiplicação que Jesus ensina acerca de quantas vezes se deve perdoar o irmão foi para todos os seus discípulos compreenderem que não pode haver qualquer tipo de limitação para o perdão (Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em benignidade para todos os que te invocam. Salmos 86:5).

2. Muitos não tem vergonha de pecar e sim quando seu erro é descoberto.

Mateus 18.23 – Por isso, o Reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos;  Mateus 18.24 – e, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos.

Todo pecado é uma dívida com Deus, onde ficamos na condição de devedor e Deus de credor. Geralmente a maioria dos pecados que o homem comete é contra alguém e muitas vezes o pecado cometido fica encoberto, ou seja, a pessoa nem sabe que está sendo prejudicada pelo outro, mas tem uma coisa que o infrator se esquece, ou se faz de esquecido, é que Deus sabe. Nesse caso se não houver a reparação exigida por Deus, à situação fica em pendência e o infrator com a salvação comprometida. Porque não há coisa oculta que não haja de manifestar-se, nem escondida que não haja de saber-se e vir à luz. Lucas 8.17

3. O perdão é inválido para quem oculta orgulho e arrependimento sincero.

Mateus 18.25 – E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher, e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse. Mateus 18.26 – Então, aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Mateus 18.27 – Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.

Quando o credor chega para fazer a cobrança, a atitude de quem deve, não pode conter qualquer sintoma de dissimulação, pois a falta de sinceridade poderá acarretar terríveis conseqüências. O pecador tem que se convencer do seu estado e se humilhar diante de Deus, mas não com fingimento, pois Deus não se deixa enganar, porque Ele sonda o profundo e o oculto do nosso ser. O perdão só surtirá o efeito necessário se o arrependimento for sincero, pois é só dessa forma que Deus perdoa, para a quitação da dívida. A pessoa tendo a convicção do seu erro e se atrever a imaginar que com um pedido de perdão fingido pode satisfazer a Deus, não pode imaginar a ruína e desgraça que está trazendo para sí própria. O orgulho precisa ser quebrado e não pode persistir, pois desse modo não alcançará o favor divino. (Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus. Romanos 10:3).

4. Quem é perdoado e não sabe perdoar é um ato desonroso contra Deus.

Mateus 18.28 – Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem dinheiros e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Mateus 18.29 – Então, o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Mateus 18.30 – Ele, porém, não quis; antes, foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.

Nós éramos devedores, com uma dívida impagável, mas o Senhor Jesus rasgou essa duplicata que não tínhamos condições de pagar e Ele mesmo cancelou essa dívida deixando-nos totalmente livres dela. Agora, uma vez que fomos perdoados a nossa questão moral é também perdoar o nosso próximo. Porém em nosso meio cristão tem muitos que alcançaram o perdão divino, mas não se da conta disso e age com injustiça, e não demonstra disposição a conceder a outro aquilo que desejava que lhe concedessem. (E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; Mateus 6:12).

5. Quem não perdoa irá sofrer as conseqüências do seu coração rancoroso.

Mateus 18.31 – Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. Mateus 18.32 – Então, o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Mateus 18.33 – Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? Mateus 18.34 – E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.

Esse homem era um prisioneiro por causa da sua dívida, e sendo perdoado através de um ato de misericórdia do seu senhor, ele deixou de ser um prisioneiro da sua dívida. Uma vez que foi perdoado, ele deveria ter aprendido também a perdoar, mas tendo a oportunidade de demonstrar um comportamento benevolente com o próximo pelo que recebeu, ele revelou-se uma pessoa ingrata e sem misericórdia. Isso porque tendo alguém que lhe devia ele não perdoou e acabou condenando-se a si mesmo quando prejudicou sem piedade o seu devedor. Quando recebemos o perdão de Deus ou de outros devemos exercer o mesmo fator de retribuição a quem nos deve, pois se não for assim entraremos em pecado e nos tornaremos prisioneiros de uma dívida, a qual poderia ser evitada se tivermos um coração cheio de misericórdia. (Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; Mateus 5:7).

6. O perdão deve ser concedido de todo coração, pois é para ele que Deus olha.

Mateus 18.35 – Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.

Todas as nossas ações incluindo essa questão perdão ao próximo são acompanhadas pelo Senhor (Salmos 33.13 Dos céus olha o Senhor e vê toda a humanidade; 14 do seu trono ele observa todos os habitantes da terra; 15 ele, que forma o coração de todos, que conhece tudo o que fazem). Portanto todo perdão entre o credor e o devedor deve ser praticado com toda sinceridade vindo do fundo do coração, pois perdão só de palavras não tem qualquer efeito reconciliatório. Perdoar da boca para fora é muito fácil. Difícil é perdoar do peito para dentro. A questão que se impõe ao perdão é unicamente a sinceridade, perdão não se pede só da boca para fora, assim como também não se perdoa superficialmente. O perdão é tão importante e essencial que ele cura feridas na alma, apaga o passado que condena e aponta para um futuro promissor e sem culpas.


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