Escola Dominical - Esboços da EBD


Pastor Adilson Guilhermel

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Lições do 4º trimestre de 2018
As Parábolas de Jesus – As Verdades e Princípios Divinos para uma Vida Abundante

Parábola: Uma lição para a vida

 

Sinceridade e Arrependimento Diante de Deus

Lição 6 - 11 de novembro de 2018

Texto Áureo - “E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado.” (Mt 23.12)

Leitura Bíblica em Classe - Lucas 18.9-14

Introdução: Com algumas exceções, a maioria dos fariseus eram ferrenhos adversários de Jesus, os quais não perdiam qualquer oportunidade para tentar distorcer os seus ensinos, como também criticar a sua conduta. Assim esses oponentes do Senhor se destacavam como os principais representantes da hipocrisia e autojusticação. A conduta altiva movida por um orgulho espiritual desmedido tornou-se alvo de uma repreensão sutil do Senhor Jesus através dessa parábola, a qual retrata exatamente o repúdio divino por aquele que se comporta de uma maneira que demonstra a autoglorificação, ou seja, se julgando melhor do que os outros. Os fariseus demonstram tudo àquilo que não devemos ser, e o publicano demonstram tudo àquilo que devemos ser e foi exatamente isso que Jesus ensinou usando essa parábola.

 

1. Quem ora confiando na própria justiça desprezando o seu próximo é reprovável.

Lucas 18.9 – E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:

Deus através da sua palavra condena a todos aqueles que se porta com altivez e soberba, pois são características totalmente repreensíveis e passíveis de juízo se não houver arrependimento sincero diante Dele. A maioria dos fariseus que na realidade vigiavam tudo que Jesus fazia e pregava, eram homens dotados de um comportamento indigno em várias coisas e principalmente em relação ao seu próximo. O desprezo que tinham pelas pessoas que não faziam parte do seu meio religioso era notório e contrário aos preceitos divinos, pois a acepção de pessoas que praticavam acabava condenando a si próprios e com suas consciências cauterizada estavam cometendo grave pecado e sendo classificados como transgressores da palavra de Deus.

2. Todos devem orar, porém é preciso saber que nem todas as orações Deus aceita.

Lucas 18.10 – Dois homens subiram ao templo, a orar; um, fariseu, e o outro, publicano.

Os dois homens subiam ao templo parar orar, até aí tudo bem, mas a questão é que entre eles havia diferenças de classes mais contrárias entre si do que se poderia imaginar. O fariseu orava expondo o seu conhecimento da lei com argumentações sobre as suas práticas em relação a sua obediência a ela incluindo todas as suas atividades espirituais. Porém, embora tudo parecesse correto, havia algo que o tornava repreensível, o qual era fazer as coisas que parecia certa, mas com um coração insensível para com Deus e para com o seu próximo. Já o publicano, que era uma classe desprezada pelos fariseus, embora sem tanto conhecimento da lei e sem a eloqüência na oração dos fariseus, ele na sua humildade e simplicidade se prostrou em oração e humilhou-se diante de Deus reconhecendo a sua miséria espiritual de uma maneira aceitável pelo Senhor.

3. Orar expondo obediência aos mandamentos é certo, mas que não haja vanglória.

Lucas 18.11 – O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou, porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Lucas 18.12 – Jejuo duas vezes na semana e dou os dízimos de tudo quanto possuo.

Quem se centra em si mesmo, não consegue enxergar nada além de si mesmo, pois acaba louvando si próprio e na realidade com essa postura está distante da glória de Deus. Quem procura se colocar em um lugar visível para orar e ser visto pelos outros com a intenção de se destacar e ser elogiado  pelos homens é algo inaceitável por quase todos que presenciam, nesse caso pensam que estão sendo vistos com louvor, mas na realidade estão se expondo ao ridículo. Orar expondo seus hábitos religiosos não há nada de incorreto, embora não haja essa necessidade de estar falando a Deus sobre os seus feitos, porém a falha da sua oração está no orgulho demonstrado colocando-se numa categoria de pessoas à parte dos demais. Isso é demonstrado quando ele se julgando santo, acusa os outros de roubadores, injustos e adúlteros, prática essa, inaceitável diante de Deus.

4. É preciso revelar na oração o que está no coração e não o que está na sua mente.

Lucas 18.13 – O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!

A oração aceitável diante de Deus deve vir não da mente, mas do coração, pois ela deve ser repleta de humildade sem qualquer traço de orgulho e ostentação. A oração deve envolver um desejo sincero da presença de Deus, sempre com expressão de arrependimento e com muita seriedade. Faz parte de um coração humilde, a demonstração de quebrantamento e obediência. Orar com o coração envolve sentimentos de adoração e preocupação altruísta para com o seu próximo, pois quem ora com a mente envolvida no orgulho, desprezo pelos outros com sentimentos negativos, ao invés de trazer coisas boas para a sua vida, acaba trazendo coisas ruins. 

5. A oração do que se exalta não o justifica, pois sem humilhação não há exaltação.

Lucas 18.14 – Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.

A lição exposta nessa parábola finaliza dando um desfecho para a condição desses dois homens que foram orar ao Senhor. O primeiro com toda a sua ostentação foi embora achando que agradou a todos com a sua encenação fingida, mas na realidade toda a sua teatralização, nada alcançou e diante de Deus e dos seus anjos, ele saiu humilhado. Porém o segundo, que orou com toda humildade reconhecendo os seus pecados foi embora justificado. Assim diante de Deus e dos seus anjos ele foi exaltado. Essa lição deve-se levar em conta, pois a bíblia diz que aquele que diz que não tem pecado é considerado um mentiroso. Na oração devemos entrar na presença de Deus com humildade, fé e dependência, pois são coisas que agradam ao Senhor.


Comentarista: Pastor Adilson Guilhermel
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