Escola Dominical - Esboços da EBD


Pastor Adilson Guilhermel

Página Inicial     Agenda     Escola Dominical     Estudos Bíblicos   Contato

 

Escola Dominical - Esboços da EBD
Lições do 3º trimestre de 2018
Adoração, Santidade e Serviço
Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico

 

 

A Sobriedade na Obra de Deus

Lição 8 - 19 de agosto de 2018

Texto Áureo: Efésios 5.18 E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito.

Leitura Bíblica em Classe: Levítico 10.8-11; 1 Timóteo 3.1-3

 

Introdução: A vinha na Bíblia é tida como uma das mais preciosa e nobre de todas as plantas. Do seu fruto, o qual é a uva, se produz o vinho, tanto de baixa graduação alcoólica, como de alta graduação alcoólica. É interessante observar os seus efeitos, tanto para coisas boas, como para coisas más, isso no sentido de que o vinho tem mudado a história através dos tempos. A primeira mudança da história e também onde pela primeira vez ele aparece foi quando Noé após o dilúvio plantou uma vinha e extraindo o suco do seu fruto, este se fermentou fortemente através da mudança climática da terra e embebedou-se e fora de si amaldiçoou o seu filho Cão e trouxe com isso grandes mudanças nos planos divinos. Também Ló, que após ser resgatado de Sodoma e viúvo, foi embebedado pelas duas filhas que se relacionaram com ele para manter a sua linhagem. Nesse caso observa-se que as filhas de Ló já saíram de Sodoma influenciadas pela perversão sexual que havia naquela cidade, pois não tiveram qualquer pudor em agir dessa maneira. Isso não foi bom, porque desse incesto surgiu às nações de Moabe e Amom, as quais trouxeram grandes problemas para os israelitas. Quando se fala em fruto da vide entende-se que se trata do suco de uva, e quando se fala em vinho entende-se que se trata da bebida que passou pelo processo de fermentação. O vinho que os hebreus bebiam segundo um cristão judeu tem uma graduação alcoólica em torno de aproximadamente  4 graus, ou seja, é um teor alcoólico muito baixo, o que para alguém ficar bêbado tem que beber muito vinho. É sabido que os judeus bebem desse vinho em suas festas religiosas. Paulo recomendou a Timóteo que bebesse um pouco de vinho para amenizar os problemas estomacais. O cristão deve se abster do vinho e de qualquer outra bebida que tenha teor alcoólico, pois esses tipos de bebida são viciantes e pode levar a uma degradação, tanto física, como espiritual.

TER SOBRIEDADE NA OBRA DE DEUS É COISA SÉRIA.  

1. Nunca tente prestar um culto ao Senhor, se não estiver totalmente sóbrio.

Levítico 10.8 E falou o Senhor a Arão, dizendo: Levítico 10.9 Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações;

Israel sempre foi uma nação festeira, onde nessas festas onde celebravam algo, elas eram alegradas também com a ingestão de vinho, onde todos participavam. Porém para os sacerdotes havia restrições quando estavam a serviço no tabernáculo, onde em hipótese alguma podiam beber bebidas alcoólicas, pois a sobriedade era exigida e o descumprimento poderia acarretar em morte. A condenação na dispensação da lei era uma característica dela, a qual deveria ser cumprida com rigor. Era uma proibição que dizia respeito quando os sacerdotes estavam em serviço, e não quando estivessem de folga. Vemos então que os hebreus não se alegravam tomando suco de uva, e sim vinho. Em o novo testamento não requer abstinência total ao vinho, mas sim moderação, porém a abstinência total é recomendada, pois ela evita que se contraiam vícios que são nocivos tanto para a saúde física, como a espiritual. Cientificamente existem comprovações eficazes quanto ao uso do vinho em pequena dose que funciona beneficamente com agente anticolesterol. Fica esclarecido que se deve pesar os prós e os contras, porém o mais prudente é a total abstinência por parte dos cristãos.

2. Quem não é sóbrio tem mente confusa e não é apto para doutrinar o povo.

Levítico 10.10 E para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo, Levítico 10.11 E para ensinar aos filhos de Israel todos os estatutos que o Senhor lhes tem falado por meio de Moisés.

Tirando o exemplo de Nadabe e Abiú fica explícito que o uso da bebida alcoólica por parte dos sacerdotes quando no exercício do seu ofício é extremamente desastroso, pois nessa condição não poderiam cumprir corretamente as suas funções no tabernáculo, sendo que é preciso ser exemplo para todo o povo. O exercício sacerdotal exige total lucidez nas suas obrigações, pois precisa ter uma mente em perfeito juízo para transmitir conhecimento ao povo. Isto porque, o sacerdote tinha a responsabilidade de ensinar o povo a diferença entre o que era santo e o que era profano, os quais são ensinos importantes para conscientizar e afastar o povo do pecado. Assim o doutrinador deve ter aptidão para transmitir os ensinamentos e dar bons exemplos através da sua própria conduta, para que os seus conselhos tenham crédito perante o povo.

3.  Desejar o episcopado não é pecado, pecado é forçar ser por conta própria.

1 Timóteo 3.1 ESTA é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra deseja.

Desejar o episcopado, ou seja, querer ser um ancião, bispo ou presbítero é uma decisão séria, a qual não pode ser tratada com leviandade como é em nossos dias. Na igreja primitiva esses ofícios eram de grande importância para os cuidados com a igreja de Cristo e não eram separados para esse ofício sem o preenchimento de requisitos compatíveis para o cargo. Nos dias em que vivemos esses ofícios já não são tão desejados, pois o que vemos é a ambição por ministérios, os quais precisam do aval de Cristo. O que vemos é uma enxurrada de consagrações de pastores sem as mínimas condições para postulares esse cargo, como até de apóstolo, função essa que não existe mais, pois o último apóstolo a ser separado por Cristo foi Paulo. Os que se alto denominam apóstolo na realidade estão usurpando uma posição a qual não tem direito de tê-la.

4. Não basta aspirar ao ofício de bispo, antes é preciso ter qualificação moral.

1 Timóteo 3.2 Convém, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma mulher, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar; 1 Timóteo 3.3 Não dado ao vinho, não espancador, não cobiçoso de torpe ganância, mas moderado, não contencioso, não avarento;

Um pastor deve dar exemplo de sobriedade em tudo para ter moral em doutrinar outros. Paulo faz uma listagem de características morais para um postulante a um ofício episcopal e quem não se enquadra nessas características não pode de maneira alguma ser separado para tal. Hoje a coisa está banalizada, pois se separa pessoas da família sem condições para tal, separa o amigo sem condições, separa alguém que entrega um dízimo alto, mas sem condições e tudo isso na realidade é um prejuízo muito grande que causa no reino de Deus. Se não é irrepreensível com uma conduta ilibada, não pode. Se não é marido de uma só mulher e busca outra se divorciando, não pode. Se não é sóbrio, ou seja, gosta de tomar uns goles, não pode. Se não é honesto em tudo, não pode. Se não é hospitaleiro, aberto a propósitos ministeriais, não pode. Se não é apto para ensinar com conhecimento e sabedoria, não pode. Viciado em bebida alcoólica, não pode. Espancador da esposa e também os filhos, não pode. Cobiçoso e explorador da fé alheia, não pode. Se não sabe ser moderado para resolver conflitos entre irmãos, não pode. Se for contencioso e arrumador de encrencas, não pode. Se for avarento e mão mirrada cheio de amor pelo dinheiro, não pode. Por essa listagem de características morais fica evidente que esse ofício não é para qualquer um.


Comentarista: Pastor Adilson Guilhermel
QUER AJUDAR ESTA OBRA? Então use uma das contas abaixo e envie uma oferta
Caixa Econômica Federal - Agência 1613 - Conta Corrente 942-7 Banco Itaú - Agência 9184 - Conta corrente 05524-3

Fale com o pastor: [email protected]
l