Escola Dominical - Esboços da EBD


Pastor Adilson Guilhermel

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Escola Dominical - Esboços da EBD
Lições do 3º trimestre de 2018
Adoração, Santidade e Serviço
Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico

 

Entre a Páscoa e o Pentecostes

Lição 14 - 30 de Setembro de 2018

Texto Áureo: Atos 2.1,4 E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; 4 E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

Leitura Bíblica em Classe: Êxodo 34.18-29

 

Introdução: No dia de Pentecostes, no qual os judeus comemoravam a celebração de agradecimento pela colheita, na realidade para a igreja de Cristo se tratava do cumprimento de uma profecia em: (Joel 2.28 Acontecerá depois que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos anciãos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões;). Essa profecia, preliminarmente começou a se cumprir nesse dia, sendo que o seu cumprimento completo, só acontecerá quando Cristo estabelecer o seu reino milenar aqui na terra. Os discípulos de Cristo já totalmente convertidos a Ele, quando durante os quarenta dias após a sua ressurreição manifestou-se várias vezes a eles, não deixou qualquer dúvidas quanto a Sua deidade como Filho de Deus e o porquê da Sua missão salvífica. Mas apenas convertidos não era o suficiente para o cumprimento da grande comissão, pois ela envolvia grandes embates com o reino das trevas e, para que pudesse sobrepujar essas forças malignas precisavam receber esse revestimento de poder, que aconteceu no dia do Pentecostes. Esse é o batismo com o Espírito Santo, também necessário para que venham medrar os dons espirituais de acordo com a vocação e disposição de cada um de estar militando na obra de Cristo.

 

1) Os pães ázimos simboliza a ausência de pecado, e a sinceridade cristã.

Êxodo 34.18 A festa dos pães ázimos guardarás; sete dias comerás pães ázimos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado do mês de Abibe; porque no mês de Abibe saíste do Egito.

A páscoa era uma lembrança anual da libertação do Egito, que simboliza a libertação de todos que se convertem a Cristo. Isso nós comemoramos celebrando a Ceia do Senhor, o memorial do Cordeiro de Deus que foi morto. Após essa comemoração da Páscoa ocorria imediatamente a Festa dos Pães Asmos, pães esses que deveriam ser sem fermento, pois o fermento simboliza do pecado e, essa festa apontava para a expiação dos pecados que ocorreu após a nossa conversão a Cristo, quando então fomos purificados de todo o pecado. (I Co 5.7,8 Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. 8 Por isso, celebremos a festa, não com o fermento velho nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento, os pães da sinceridade e da verdade.).

2) Todas as coisas são de Deus, e tudo que Ele exige deve lhe ser entregue.

Êxodo 34.19 Tudo o que abre a madre meu é, até todo o teu gado, que seja macho, e que abre a madre de vacas e de ovelhas; Êxodo 34.20 O burro, porém, que abrir a madre, resgatarás com um cordeiro; mas, se o não resgatares, cortar-lhe-ás a cabeça; todo o primogênito de teus filhos resgatarás. E ninguém aparecerá vazio diante de mim.

A questão dos primogênitos dos animais a serem oferecidos ao Senhor, com exceção do touro e do carneiro, era uma lembrança à morte dos primogênitos do Egito, que foi o passo final para que Faraó cedesse e permitisse a libertação do povo de Israel. Essa lembrança foca principalmente que em toda ocorrência da morte dos primogênitos, os primogênitos de Israel, porém, foram poupados, mas tiveram que ser dados ao Senhor, como Sua possessão particular. Deus revela nesse texto que Ele é o Senhor e dono de todas as coisas, e tudo que for exigido de nós, não poderá lhe ser recusado. Assim em todas essas celebrações todos tinham que apresentar diante Dele a sua oferta.

 3) A lei dava um dia de descanso ao judeu, o descanso do cristão é no céu.

Êxodo 34.21 Seis dias trabalharás, mas ao sétimo dia descansarás: na aradura e na sega descansarás.

Eles deveriam descansar uma vez por semana, conforme a lei determinava que esse descanso fosse sagrado, isso para os judeus. Mas para nós cristãos a nossa labuta em prol do evangelho, parte de uma obrigação contínua com Deus, pois a nossa comunhão com Ele não tem dia específico, pois todos os dias temos que estar semeando, para que haja colheitas de almas.

4) As quatro festas judaicas, que simbolizam as fases da nossa conversão.

Êxodo 34.22 Também guardarás a festa das semanas, que é a festa das primícias da sega do trigo, e a festa da colheita no fim do ano.

A festa da sega era a ocasião em que se apresentavam os primeiros frutos de campos que haviam sido previamente semeados. Ela se referia ao pentecostes. Nessa colheita eles tinham que apresentar os seus frutos, em ações de graças, após o seu término, pelo recebimento de bênçãos naturais vindas de Deus. A festa da sega era a ocasião em que se apresentavam os primeiros frutos de campos que haviam sido previamente semeados. Ela se referia ao pentecostes. Nessa colheita eles tinham que apresentar os seus frutos, em ações de graças, após o seu término, pelo recebimento de bênçãos naturais vindas de Deus. Dentro de um sequencial festivo, a primeira que era a Páscoa referia-se a libertação do Egito, a qual em o Novo Testamento simboliza a Redenção  (Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. 1 Coríntios 5:7).; a Festa dos Pães Asmos, a qual em o Novo Testamento simboliza a Santificação (Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade. 1 Coríntios 5:8); a Festa das Primícias, a qual em o Novo Testamento simboliza a Ressurreição (Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. 1 Coríntios 15:20); a Festa do Pentecoste, a qual em o Novo Testamento, simboliza a Descida do Espírito Santo no dia do Pentecoste (E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; Atos 2:1).

5) A obediência as condicionais divinas, nos garante vitória sobre o inimigo.

Êxodo 34.23 Três vezes ao ano todos os homens aparecerão perante o Senhor Deus, o Deus de Israel; Êxodo 34.24 Porque eu lançarei fora as nações de diante de ti, e alargarei o teu território; ninguém cobiçará a tua terra, quando subires para aparecer três vezes no ano diante do Senhor teu Deus.

Deus condicionou o cumprimento rigoroso dessas festas para que Israel fosse vitorioso em suas batalhas. Em todos os períodos da história de Israel, enquanto foram obedientes as essas ordenanças, eles foram vitoriosos, mas em vários períodos em que eles negligenciaram a essas observâncias, acabaram sofrendo derrotas e humilhações.

6) O cordeiro pascal era consumido por inteiro, que tipificava Cristo na Cruz.

Êxodo 34.25 Não sacrificarás o sangue do meu sacrifício com pão levedado, nem o sacrifício da festa da páscoa ficará da noite para a manhã.

O cordeiro pascal tipificava Cristo e, esse cordeiro deveria ser consumido por inteiro, assim como Cristo, se deu totalmente pelos pecadores para que o Seu sacrifício atingisse o cumprimento da palavra de Deus. O pão levedado que significa com fermento, não poderia ser comido, pois o fermento é símbolo do pecado e Cristo, morreu na Cruz, sem pecado. (Hebreus 4.15 Pois não temos um sumo sacerdote que não seja capaz de compadecer-se das nossas fraquezas, mas temos o Sacerdote Supremo que, à nossa semelhança, foi tentado de todas as formas, porém sem pecado algum).

7) O cristão não pode compactuar procedimentos que incorram na idolatria.

Êxodo 34.26 As primícias dos primeiros frutos da tua terra trarás à casa do Senhor teu Deus; não cozerás o cabrito no leite de sua mãe.

O povo de Deus não pode implementar qualquer tipo de práticas pagãs nos cultos ao Senhor. As falsas religiões circundavam o povo exclusivo de Deus, assim como em nossos dias, até mesmo muitas denominações evangélicas não podem ser consideradas como sendo praticantes do verdadeiro evangelho.

8) A satisfação que a Palavra provê faz esquecer do corpo e seus prazeres.

Êxodo 34.27 Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras; porque conforme ao teor destas palavras tenho feito aliança contigo e com Israel. Êxodo 34.28 E esteve ali com o Senhor quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos. Êxodo 34.29 E aconteceu que, descendo Moisés do monte Sinai trazia as duas tábuas do testemunho em suas mãos, sim, quando desceu do monte, Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois que falara com ele.

Foram quarenta dias e quarenta noites no monte diante da presença de Deus, o qual se manifestava numa sarça ardente que não se consumia. Nesse longo período, Moisés não comeu, nem bebeu, porque o poder de Deus o sustentou, de forma que não precisava de coisas materiais, pois aquele que tem o poder da vida pode bem alimentá-lo sem utilizar de meios comuns, mas de meios espirituais. A comunhão intensa mantida entre Moisés e Deus, supria todas as suas necessidades, a qual era mais do que suficiente em todo o tempo que foi necessário para receber as instruções divinas, quanto à lei moral, cerimonial e cível. Assim podemos dizer que o reino de Deus não é comida e bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo. O resultado de passar tanto tempo na presença do Senhor foi que Moisés voltou com o rosto brilhando revelando a glória do Senhor. Assim também é para o crente que procura estar sempre em comunhão com Deus, pois com esse contato contínuo somos transformados de glória em glória como está escrito: (Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor. 2 Coríntios 3:18).


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