Escola Dominical - Esboços da EBD


Pastor Adilson Guilhermel

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Escola Dominical - Esboços da EBD
Lições do 2º trimestre de 2018
Valores Cristãos: Enfrentando as questões morais de nosso tempo

 

Ética Cristã e Planejamento Familiar

Lição 9 - 27 de Maio de 2018

Texto Áureo: “Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre, o seu galardão.” (Sl 127.3)

Leitura Bíblica em Classe: Gênesis 1.24-31

Introdução: O mundo vive hoje em estado e explosão demográfica incontrolável trazendo sérios problemas de ordem social em todos os sentidos. Tudo isso vem acontecendo por falta de planejamento familiar entre os casais, sendo que as maiorias não planejam o limite de filhos por pura ignorância a esse respeito. Esse crescimento tem trazido alarmismo referente à disponibilidade de recursos e condições para a manutenção desse contingente de pessoas desenfreado. Vários problemas sociais já vêm acontecendo ao longo do tempo, em relação à fome e a falta de recursos e isso têm gerado situações humanitárias degradantes, que trazem sofrimentos aos mais desfavorecidos financeiramente.  

I – O PLANEJAMENTO FAMILIAR E O SEU CONCEITO GERAL

1. Controle de natalidade é necessário, desde que não vá contra a Bíblia.

O planejamento familiar, que implica essencialmente na questão do número de filhos que um casal deve ter é algo de extrema importância para que uma família possa se desenvolver de uma forma equilibrada.  Esse planejamento familiar na questão de número de filhos, não é algo pecaminoso, desde que não seja feito por meio de aborto e meios abortivos, pois isso poderia contrariar a Palavra de DEUS. Existem vários meios para se evitar a fecundação pelo ato sexual, que podem ser usados sem qualquer problema de consciência, desde que seja um método que em hipótese alguma seja abortivo.

2. Planejamento familiar deve ser feito com critérios a qual Deus aprova. Romanos 14.22 Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova.

É importante que a consciência dentro desse tema que envolve o planejamento familiar deva ser fortalecida pelo conhecimento, que é algo que falta em vários lugares do mundo. A ignorância quanto a esse tema tem contribuído para uma explosão demográfica ao longo do tempo, a qual em nos dias de hoje tem se mostrado incontrolável gerando com isso problemas de ordens sociais, onde os mais desfavorecidos economicamente são os que mais sofrem por causa dessa ignorância. No próprio meio religioso onde se impõe aos seus adeptos, várias linhas doutrinárias e com convicções que se divergem sobre várias coisas e principalmente sobre esse tema, trazendo vários prejuízos às famílias e isso porque somente uma pequena parte desses seguimentos religiosos aplica uma doutrina correta à luz da palavra de Deus.

II – O PLANEJAMENTO FAMILIAR CONFORME AS ESCRITURAS

1. A família e a procriação da espécie na dispensação da inocência.

E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. Gênesis 1:28

Se observarmos o texto da leitura bíblica em classe atentamente veremos o planejamento de Deus para povoar a terra, com toda uma estrutura para o homem viver e procriar com todos os meios de subsistência. Porém tudo isso que Deus planejou era algo preliminar como uma amostra dos seus planos para um futuro após o reino milenar. Isso porque como sabemos, Deus é presciente e na sua presciência, Ele sabia que Adão ia pecar, pois Satanás que havia pecado antes na sua rebelião contra Deus trouxe através desse ato uma contaminação num universo que deveria ser puro. Adão se não pecasse era para ser eterno fisicamente juntamente com os seus descendentes e tinha a responsabilidade de ser o governante da terra e se não houvesse pecado, como ele e seus descendentes seriam eternos biologicamente, certamente haveria um limite na multiplicação, pois se assim não fosse, essa multiplicação provocaria uma explosão demográfica ao ponto de não ter espaço na terra para todos. Esse plano de Deus ainda vai ser concretizado, mas somente quando essa profecia for cumprida: (Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. 2 Pedro 3:13). Isso não é para a Igreja, a qual estará glorificada, mas para o povo que habitará no reino milenar e demonstrar sua fidelidade ao Senhor até o final desse reino.  

2. O planejamento familiar no Antigo Testamento posterior ao dilúvio.

E abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos e enchei a terra. Gênesis 9:1

Por causa do pecado incontrolável que passou a dominar no período antediluviano Deus esvaziou a terra através do dilúvio, destruindo todos aqueles que comiam, bebiam e dava-se em casamento poupando apenas Noé e sua família constituída da sua mulher, três filhos e três noras. Porém todos eles já tinham a descendência pecaminosa de Adão e em algum tempo depois que saíram da arca, Noé através da sua bebedeira acabou trazendo maldição sobre novo mundo, quando a lançou sobre o seu filho Cão. A partir daí, ao longo do tempo começou o povoamento da terra, mas não mais de uma forma ordeira como queria o Senhor, mas de uma forma descontrolada, sem qualquer planejamento familiar em relação ao número de filhos nas famílias.

3. O planejamento familiar quanto a questão do arrimo da família.

Mateus 13.55  Não é este o filho do carpinteiro? e não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, e José, e Simão, e Judas? 56  E não estão entre nós todas as suas irmãs? De onde lhe veio, pois, tudo isto?

Em todos os tempos desde o período do Antigo Testamento até o Novo testamento, como também até em nossos dias, sempre existiu e existe a questão que envolve o planejamento familiar pensando em ter um arrimo de família. Essa era uma questão que contribuía para que as famílias fossem numerosas, tanto naqueles tempos mencionado aqui, exemplificando a família de Jesus, como em todos os tempos e ainda isso acontece nos dias de hoje, pois o arrimo de família era a garantia do sustento familiar, pois quando o chefe da família morria, era o filho mais velho que tomava esse lugar. Arrimo de família é a pessoa que ampara uma família, ministrando-lhe os meios de subsistência. Nesse caso, as famílias procuravam ser numerosas para que houvesse essa garantia de subsistência. Esse é um planejamento que envolve risco, pois se o arrimo é ativo e trabalhador para sustentar a todos é uma coisa, mas se for preguiçosa é outra coisa e quem sofre é toda a prole.

III – O PLANEJAMENTO FAMILIAR DEVE LIMITAR NASCIMENTOS

1. A questão ética é: vai multiplicar filhos para passar necessidade?

1 Timóteo 5.8  Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel.

A China tem hoje cerca de um bilhão e quatrocentos milhões de habitantes e, esse número não triplicou porque durante anos o governo limitou apenas um filho por cada casal. Essa imposição do governo evitou uma explosão demográfica que certamente traria sérios problemas de ordem social. Já no Brasil os governos socialistas fazem o contrário iludindo o povo menos favorecidos financeiramente com programas sociais eleitoreiros, que incentivam as famílias carentes a terem muitos filhos para estarem recebendo esses benefícios. Na realidade eles trocam votos por migalhas e essas migalhas não proporcionarão um futuro educativo para as crianças, e essas crianças mais tarde acabarão indo para uma vida marginal sem futuro algum. Essa é a realidade que estamos vivendo em nossos dias.

2. A questão ética é: tem condições financeiras para criar os filhos?

Lucas 14.28 Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar? 29  Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele, 30  Dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.

Um casal deve no início de sua vida conjugal, primeiramente antes da sua primeira relação sexual discutir a respeito da sua condição financeira para calcular se devem ter filhos ou não. A questão principal que deve ser discutida é quantos filhos podem ter de acordo com os seus recursos.  Devem ser calculados os custos de cada filho para garantir uma vida adequada, que envolve desde o nascimento, até a sua emancipação, de uma forma que esse filho possa estar formado para levar a sua vida e formar uma família. Se não pode ter nenhum, que não tenha; se pode ter só um, que fique só nesse e se pode ter mais, que tenha, mas sempre calculando os custos que envolvera cada um. Não é pecado evitar filhos, pecado é colocar filhos no mundo sem condições para tê-los.


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