Escola Dominical - Esboços da EBD


Pastor Adilson Guilhermel

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Escola Dominical - Esboços da EBD
Lições do 2º trimestre de 2018
Valores Cristãos: Enfrentando as questões morais de nosso tempo

 

Ética Cristã, Pena de Morte e Eutanásia

Lição 5 - 29 de Abril de 2018

Texto Áureo: “O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela.” (1 Sm 2.6)

Leitura Bíblica em Classe: Romanos 13.3-5; 1 Samuel 2.6,7; João 8.3-5,7,10,11

 

Introdução: A Eutanásia significa a abreviação de uma vida em estado terminal. A sua ideia básica e dar ao indivíduo o direito de pôr fim a sua vida em casos extremos de alguma consequência física de caráter irreversível. No caso de estar em coma profundo não induzido e irreversível, também os familiares poderiam decidir pelo indivíduo. A eutanásia por envolver a morte provocada no indivíduo em estado terminal é motivo de muita polêmica com diversidade de pensamentos a respeito. Alguns países têm legislações específicas para essa prática, como há outros que proíbem com rigor que isso seja praticado. Quanto à oposição a essa prática existe as de ordem religiosa, como de ordem cultural, sendo que alguns aceitam e outros condenam a prática da eutanásia. Existem dois métodos de praticar a eutanásia, que é o ativo e o passivo. O ativo é a aplicação de meios para findar a vida do paciente através de injeção letal, ou medicamentos que podem provocar a morte. A passiva ocorre por falta de recursos necessários para manter o paciente através de meios que exijam uma aparelhagem sofisticada e cara que muitos não têm condições de manter. A pena de morte, também conhecida como pena capital é algo que vem sido aplicada já há milênios ao longo da história da humanidade. Em nossos tempos existem países que adotam essa prática de acordo com o tipo de crime cometido e de acordo com as suas legislações, como há outros que não adotam essa prática independente do crime praticado. No Antigo Testamento ao ser promulgado as leis que Deus deu a Moisés, a pena de morte foi instituída dentro das leis cíveis. Havia condenação à morte pela prática do adultério, assassinato e homossexualismo que perdurou até o final da lei mosaica. Em muitas ocasiões o próprio Deus aplicou a pena de morte como podemos observar nas Escrituras Sagradas. Vamos observar as mais conhecidas: O dilúvio, O afogamento do exército egípcio, No pecado de Acã, Na rebelião de Coré, Datã e Abirã, Sodoma e Gomorra, No censo de Davi, Exército Assírio e muitas outras situações. No final da grande tribulação, Jesus irá julgar as nações separando os bodes das ovelhas e os bodes serão condenados a morte nesse dia.

(E esta será a praga com que o Senhor ferirá a todos os povos que guerrearam contra Jerusalém: a sua carne apodrecerá, estando eles em pé, e lhes apodrecerão os olhos nas suas órbitas, e a língua lhes apodrecerá na sua boca. Zacarias 14:12).  

CONSIDERAÇÕES QUANTO A PENA DE MORTE

1. As leis do país devem ser respeitadas, mesmo sem concordar com elas.

Romanos 13.3 Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela. Romanos 13.4 Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. Romanos 13.5 Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.

Existem autoridades boas e más, como também governos que temem a Deus e os que não têm qualquer temor. Tem os que governam em harmonia com a vontade de Deus, os quais são pouquíssimos e governos que não dão a mínima importância a Deus e ainda perseguem os que O seguem. Os governos existem em todo o mundo, e isso é um fato ordenado por Deus, não importando quais sejam as suas ideologias, ou como governam o seu país. O judaísmo era aceito pelas autoridades romanas, mas o cristianismo era visto como uma seita e isso eram perigosas para os cristãos. O apóstolo Paulo precavia os cristãos de Roma quanto a essa submissão as autoridades, pois ali havia leis rigorosas que puniam severamente, os que contrariavam as suas leis, principalmente os seguidores de Cristo. Essas autoridades não tinham qualquer restrição em aplicar a pena capital, ou seja, a pena de morte à que infringisse as leis de Roma. Por isso esses cristãos foram orientados a cumprir os seus deveres como cidadãos e procurar praticar o bem para serem vistos com bons olhos pelos governantes. Deus deu a espada aos governantes e, com ela, a autoridade de castigar e até mesmo executar pela condenação a pena de morte. Nos pais que estamos concordando ou não com as ações do governo devemos respeitar o cargo em si, pois o governo foi ordenado por Deus. Mesmo os governantes não professem a fé cristã, são ministros de Deus, pois foi ele quem estabeleceu a autoridade do Estado. Não somente devemos obedecer as leis por causa de temer o castigo, mas também por uma questão de consciência. Está escrito que o cristão deve obedecer a Deus, não aos homens At 5.29, mas quando a lei é correta, o cristão deve obedecer, para ter a sua consciência limpa. Quando não obedecer? Nesse caso quando a autoridade tenta ter domínio sobre a fé que o indivíduo professa, obrigando-o a se desviar do seu foco de adoração. Em Roma isso aconteceu naqueles tempos, como no transcorrer dos tempos isso aconteceu e ainda tem acontecido, ocasionando a morte de muitos cristãos, mas que morreram e morrem com a consciência limpa deixando um grande exemplo de fidelidade a Deus. Está escrito no quinto mandamento: (Não matarás” (Ex 20,13). Esse mandamento não deve ser interpretado de uma maneira literal envolvendo um aspecto generalizado, pois Israel matou muitos inimigos em suas guerras, como também na própria lei havia a pena de morte. A questão não matarás, não significa que isso não possa ser feito, pois o que a lei condena é matar com dolo, ou seja, a morte intencional. Vamos a um exemplo entre tantos que poderia expor: Se um cristão é policial e, em legítima defesa atinge o meliante e diante disso, se o atingido não morrer e ficar apenas ferido e imobilizado e nessa condição for novamente atingido e morrer, aí já se caracteriza um crime doloso, porque nesse caso houve a intenção de matar e se enquadrou no quinto mandamento. Caso o meliante morra no primeiro tiro dado em legítima defesa, então quem o atingiu não infringiu o quinto mandamento, portanto diante de Deus é inocente.

2. O homem com toda a sua artimanha jamais poderá confundir o Senhor.

João 8.3 E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; João 8.4 E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. João 8.5 E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes?

Jesus como sempre estava sendo perturbado pelos escribas e fariseus, que não lhe davam trégua em todo o seu ministério terreno. Em várias ocasiões eles utilizaram de várias artimanhas para tentar pegá-lo em alguma falta para que Ele fosse condenado. Dessa vez eles conseguiram pegar uma mulher apanhada em adultério no próprio ato e levaram-na até Jesus para que Ele próprio a julgasse, sendo que esse tipo situação deveria ser levado ao Sinédrio, que era oficialmente o órgão com autoridade de julgar esse tipo de questão.

3. Jesus usando a lei enquadrou na mesma lei os que a estava infringindo.

João 8.7 E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.

Porém Jesus não ficou confundido com isso, mesmo porque já havia discernido a intenção desses homens, como também tinha pleno conhecimento da lei mosaica a respeito desse tipo de infração: (Quando um homem for achado deitado com mulher que tenha marido, então ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher, e a mulher; assim tirarás o mal de Israel. Deuteronômio 22:22). Assim eles estavam cometendo um grande erro, pois além de não terem levado a mulher ao lugar de julgamento, que era o Sinédrio, também não trouxeram o homem que praticava o adultério com essa mulher. Desse modo, as atitudes desses homens, já demonstravam que estavam descumprindo a lei mosaica e que descumpria a lei estava em pecado e quem estivesse em pecado não poderia ser o executor dessa pena de morte como a lei determinava para os casos de adultério.  

4. Quando o homem é pego na sua própria estultícia, não tem como refutar.

João 8.10 E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?

Jesus pegando os escribas e fariseus nas suas próprias estultícias voltou a eles a acusação da prisioneira contra eles próprios. Assim Jesus com a sua sabedoria enquadrou todos eles na mesma lei, que eles queriam usar para condenar a mulher. Jesus mostrou que é completamente absurdo alguém querer ser zelozo em punir as ofensas dos outros, estando esses na condição de culpados. Os acusadores da mulher não tiveram como refutar ou justificar as atitudes que estavam tomando, pois quando Jesus disse: (quem não tiver pecado atire a primeira pedra), eles certamente ficaram com a consciência pesada e, esse peso na consciência enxergando a culpa em si mesmo fez com que se retirassem cabisbaixos e envergonhados. Procuravam pegar Jesus em uma armadilha, mas foram eles que caíram nela.

5. A lei é justa e boa se usada legitimamente, como não foi perdeu o efeito.

João 8.11 E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.

Como a lei estava sendo usada ilegitimamente por aqueles homens, ela não pode ser aplicada, pois na condição que tentaram usar, a condenação imposta por ela perdeu o efeito. O único que poderia atirar a primeira pedra contra a mulher era o próprio Cristo que não tinha pecado, mas se o fizesse estaria descumprindo a lei, pois essas questões eram julgadas pelo Sinédrio. Jesus não podia tomar as funções de magistrado, nem tomar o lugar de um juiz em nenhum sentido. Jesus pergunta para a mulher onde estavam os seus acusadores e ela disse ao Senhor que ninguém mais a acusou, assim Jesus a despediu dizendo que não a condenava, e que fosse sem pecar mais esse tipo de falta. Era como Ele quisesse dizer: você escapou dessa, então não torne a repetir o seu pecado, pois se assim for, certamente não haverá outra chance.

CONSIDERAÇÕES QUANTO A EUTANÁSIA.

6. Deus na Sua Soberania tem o poder da vida e da morte e ninguém mais.

1 Samuel 2.6 O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela. 1 Samuel 2.7 O Senhor empobrece e enriquece; abaixa e também exalta.

 O que o homem não pode fazer por si mesmo, Deus tem o poder de fazer. A Eutanásia a tempos atrás não era tanto difundida ou comentada e discutida, como é em nossos tempos. Isso porque não há muito tempo atrás, a tecnologia na área médica não contava com aparelhos que poderiam manter uma vida em estado terminal por muito tempo como é possível nos dias de hoje. Nesse caso podemos refletir sobre a seguinte questão: A bíblia diz que Deus tem o poder da vida e da morte e isso é indiscutível. Então no caso de alguém totalmente desenganado pela medicina fica nesse estado irreversível numa vida vegetativa dependente de uma máquina. E isso para quem tem condições financeiras para custear esse tipo de procedimento. Fica a pergunta sobre essa situação que deve ser respondida dentro da seguinte lógica: Quem está mantendo essa pessoa viva? É Deus ou a Máquina manipulada pelos homens? É evidente que é a máquina. Qual seria a alternativa para resolver essa situação? Sendo Deus aquele que tem o poder da vida e da morte, o mais sensato seria desligar o aparelho e entregar essa vida nas mãos do Senhor, pois se Ele quiser que viva, ela vai viver sem o aparelho e caso contrário ela morrerá, mas pela vontade dele. Esse estudo é apenas um resumo dessa questão, pois na aula que ministro na congregação faço mais considerações sobre essa questão.  Deus os abençoe.


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