Escola Dominical - Esboços da EBD


Pastor Adilson Guilhermel

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Lições do 2º trimestre de 2018
Valores Cristãos: Enfrentando as questões morais de nosso tempo

 

Ética Cristã e Política

Lição 12 - 17 de Junho de 2018

Texto Áureo: “Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra.” (Rm 13.7)

Leitura Bíblica em Classe: Romanos 13.1-7

Comentário: O termo política vem do grego politica tendo os seus princípios na antiga Grécia, que mantinha uma sociedade organizada em cidades-estados. Eram cidades independentes com leis próprias, estruturas sociais e econômicas específicas. Essas cidades-estados eram chamadas de polis, de onde deriva o termo polítéia. Entendendo de uma forma mais prática, podemos dizer que a política é a arte de governar e de buscar gerenciar os rumos de uma nação da melhor forma possível. Porém nem sempre tem sido assim, pois cada nação geram as suas próprias políticas, umas mais democráticas que dão a sociedade os direitos necessários para que esse tipo de política seja autêntico nos seus princípios. Já em outras nações que não exercem uma política democrática, a sociedade não tem qualquer liberdade de expressão e vivem numa espécie de escravidão, principalmente naquelas que impõem um regime ditatorial. Quando a bandeira do País com as suas cores originais começam a ser trocadas por bandeira de outra cor tentando impor o comunismo, o povo deve para o seu próprio bem repudiar veementemente esses que empunham essas bandeiras.

I – UMA PERSPECTIVA BÍBLICA DA POLÍTICA

1. DEUS governa todos os aspectos da vida humana, inclusive o político.

Toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus. Romanos 13:1

As autoridades superiores é uma ordenação divina e isso já indica que se deve uma submissão à autoridade governante, para que não haja conflitos com ela, pois ela tem o poder de punir os seus opositores. Assim é necessária a sujeição, não somente pelo castigo, mas também por uma questão de consciência. A obediência aos governos, não é apenas um dever cívico, mas porque esse é o dever espiritual diante de Deus. Os cristãos de Roma foram advertidos pelo Apóstolo Paulo a esse respeito, pois o sistema político romano era extremamente severo no cumprimento das suas leis. O cristão deve viver em submissão ao governo Teocrático, mas não é por isso que deixará de ser submisso ao governo humano.

2. DEUS levantou homens que o glorificaram na política através dos tempos.

E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um homem como este em quem haja o espírito de Deus? Gênesis 41:38

São vários homens e também mulheres que Deus levantou para agir em favor do povo e um desses que se destacou sobremaneira foi José, o qual Deus tocou no coração de Faraó para que ele escolhesse esse jovem cheio da Sua presença. José era espiritual e tinha o dom de interpretar sonhos, como também sabedoria em encontrar soluções para que a visão do período de fartura e o de fome fosse administrada de uma maneira que supriria e enriqueceria o Egito, e também supriria os povos que sofreriam com a falta de provisão no período de escassez. É fato que todos esses acontecimentos já estavam dentro da predestinação divina, pois Ele quis ajuntar os filhos de Jacó num só lugar, ou seja, a cidade de Gozem no Egito, para ali se multiplicarem e pudesse formar uma grande nação. Se isso não acontecesse os filhos de Jacó, que não eram tão obedientes, jamais se concentraria no lugar onde viviam para se multiplicarem conforme os planos divinos.

3. O Estado é um país soberano estruturado e politicamente organizado.

Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela. Romanos 13:3

Nem todos os governantes são dignos de admiração e confiança, mas apesar de nem sempre alguém gostar da pessoa que ocupa o cargo, devemos respeitar o cargo em si, pois o governo é uma ordenação divina. Mesmo que os governantes não sejam cristãos e a maioria não é, ainda assim são ministros de Deus, pois foi Ele que estabeleceu a autoridade do Estado. Desse modo é o povo que escolhe o governante e deve ser acatado como tal por todos goste ou não goste.

4. O Estado e a Bíblia tem haver com a unidade da igreja como intercessores.

Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; 1 Timóteo 2:1,2

A igreja é instada a orar pelas autoridades e principalmente as do seu país, isso mesmo sendo avessos a elas devemos respeitar o cargo que ocupam, pois fazemos isso para o nosso bem. Devemos crer que a oração tem uma influência poderosa junto aos governantes, para que possamos viver com tranquilidade. A igreja sempre foi alvo de constante perseguição e motivado por isso era sábio orarem pelas autoridades. A igreja deve fazer isso porque fazendo assim está agradando a Deus, pois estão cumprindo os seus preceitos.

II – A SEPARAÇÃO DO ESTADO DA IGREJA: UMA HERANÇA PROTESTANTE

1. A união entre a Igreja e o Estado foi algo desastroso ao cristianismo.

Então tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e beijou-o, e disse: Porventura não te ungiu o SENHOR por capitão sobre a sua herança? 1 Samuel 10:1

Israel na época dos juízes estava sob um regime teocrático e isso perdurou até o último juiz que foi Samuel. Deus por sua vontade permissivo e não soberana atendeu a aclamação do povo que exigiam um rei para governá-los. Foi quando Samuel ungiu a Saul para ser o rei de Israel, porém antes advertiu o povo das consequências de estarem sob um governo de um rei. Na sequencia desse regime monárquico é visível que não foi uma boa escolha exigida pelo povo, pois apesar de nessa dinastia monárquica haverem reis que fizeram a vontade de Deus, também houve os que levaram Israel a um fim desastroso. Já no ano 313 D.C. a igreja que vivia perseguida pelo Estado, ou seja, o Império Romano que movido por um ódio incontido pelos cristãos faziam barbáries das mais diversas formas torturantes. Isso perdurou até o Imperador Constantino promover a união da Igreja e o Estado, colocando o cristianismo como religião oficial, parando assim com as perseguições. Isso foi bom para a Igreja? É óbvio que não, pois foi uma grande oportunidade para Satanás colocar o joio na Igreja trazendo com isso as heresias com o surgimento do papado.

2. A separação entre a Igreja e o Estado foi algo benéfico ao cristianismo.

E, estando eles falando ao povo, sobrevieram os sacerdotes, e o capitão do templo, e os saduceus, Doendo-se muito de que ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos. E lançaram mão deles, e os encerraram na prisão até ao dia seguinte, pois já era tarde. Atos 4:1-3

Na Igreja primitiva os sacerdotes do Templo de concluo com os escribas, fariseus e saduceus começaram a mover uma grande perseguição aos seguidores de Cristo usando de violência ao ponto de condenarem a morte esses irmãos. Era intenção de eles imporem a força o judaísmo a esses seguidores e como os irmãos se opunham a isso eram penalizados sumariamente pelo Sinédrio com condenações e execuções frente a todos. Assim foi o papado quando ganhou força junto ao governo, ganhando o papa poderes de estadista impôs um cristianismo baseado nas suas doutrinas heréticas e introduzindo as imagens na Igreja para ser adoradas levando o povo à apostasia. Todo cristão que não se submetesse às suas exigências era executado com torturas terríveis em praça pública para intimidar todos os que se atrevessem a afrontá-los. Esse período da inquisição católica romana perdurou até que se levantaram os reformadores sendo o principal deles o monge Martinho Lutero que com grande coragem se levantou contra eles com as sua 95 teses e para não ser morto fugiu para a Alemanha onde traduziu as Escrituras para a língua alemã e como já havia surgido a impressa, ela foi publicada num livro para que todos tivessem acesso a sua leitura, coisa essa que era punida com a morte a qualquer que portasse apenas um fragmento dos rolos sagrados.

3. O Modelo de Estado Laico Brasileiro não faz qualquer menção ao ateísmo.

Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! Salmos 42:1

Em vários países que não se identificam como estado laico acaba impondo as suas próprias convicções religiosas promovendo um ecumenismo rigoroso, onde não é permitida a liberdade religiosa dos indivíduos. Assim como foi o Império Romano que exigia a adoração ao Imperador impondo perseguições cruéis aos que não se curvavam a ele, como o Judaísmo que queria ser exclusivo, não permitindo o cristianismo e perseguindo os cristãos, como o catolicismo romano que no período da inquisição executou com torturas milhares de cristãos, também ainda em nossos dias muitos países promove perseguição aos cristãos punindo com extrema crueldade. As almas tem sede de Deus, porém o príncipe desse século cegou o entendimento dos incrédulos para que não enxerguem o resplandecer da luz do verdadeiro evangelho. Mesmo com todas as restrições ao evangelho que nesses países perseguem com crueldade os propagadores da mensagem de Cristo a palavra não deixa de serem levadas as pessoas. São os valentes de Cristo que não se intimidam com o que pode lhes acontecer. Aqui no Brasil existe essa liberdade, porém ela não é tão aproveitada na propagação do evangelho, pois muitos ministérios não cumprem o ide do Senhor.

III – COMO O CRISTÃO DEVE LIDAR COM A POLÍTICA

1. O perigo da politicagem é apoiar candidatos sem convicções cristãs.

Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? 2 Coríntios 6:14,15

Quando nos convertemos a Cristo alcançamos a natureza divina e possuidores dessa natureza só podemos nos associar com o que agrada ao Senhor. Assim simbolicamente o cristão é ilustrado como ovelha e ovelha não pode se associar com os bodes, pois entre os dois não pode haver comunhão, harmonia e união. Em virtude disso é totalmente errado o cristão encontrar-se sob o mesmo jugo que os incrédulos, pois isso dificilmente dará certo. Não podemos querer andar com o mundo e com o Senhor ao mesmo tempo, se assim procedermos acabaremos rompendo a nossa comunhão espiritual com o Senhor e isso provocaria um perigoso esfriamento espiritual.

2. A atuação da igreja deve se delimitar focando os princípios cristãos.

Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! Isaías 5:20

O mundo político, principalmente o do Brasil em sua maioria é totalmente corrompido por homens e mulheres que chegaram ao poder com mentalidade corrupta, onde procuram usar os seus cargos para tirar proveito das oportunidades que a sua posição oferece. São pessoas que não estão preocupadas em trabalhar com honestidade naquilo para que foram eleitas pelo povo e agem contrariamente a todas as suas promessas ilusórias e conseguem com elas enganar muitos incautos. São pessoas que descaradamente mentem às pessoas, falando com lábios fluentes e duplo coração. São pessoas sem padrão morais, com palavras de duplo sentido e utilizam esse tipo de linguagem sabendo que é fácil iludir o povo com promessas que jamais serão cumpridas. O cristão não deve estar associado a esse tipo de gente. Pastor que abandona o seu rebanho para entrar na carreira política, não pode ser considerado um Pastor.

3. O foco da igreja é não depositar suas esperanças em decisões políticas.

E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. João 16:8

A esperança do Crente deve estar exclusivamente voltada para a vinda de Cristo e não com as decisões políticas achando que as coisas vão melhorar e que dias melhores virão. O Senhor disse para priorizarmos o Seu Reino e não nos preocupar com as demais coisas, pois essas ficam por conta dele. Temos uma ordenança de Cristo a cumprir, a qual é pregar o Evangelho. O Espírito Santo espera isso de cada um de nós, pois a nossa responsabilidade é nos colocar como seus instrumentos para que Ele através de nós possa operar parar que os incrédulos reconheçam o padrão perfeito de Deus em relação a salvação verdadeira, a qual deve contrastar com o fanatismo religioso mostrando a sua inutilidade ao mundo. Temos que nos conscientizar de que Jesus nos quer como o sal dessa terra em estado de putrefação por causa do pecado e como luz desse mundo e que não podemos ficar escondidos sem mostrar qualquer obra que sirva de bom testemunho ao povo do mundo pecador. O nome do Senhor deve ser glorificado através daquilo que fazemos em prol do Reino de Deus.


Comentarista: Pastor Adilson Guilhermel
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